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"Apate" faz onze detidos com buscas que passaram por Guimarães

"Apate" faz onze detidos com buscas que passaram por Guimarães
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Publicado em 30 de janeiro de 2019, às 14:01

Crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento, burla tributária, fraude contra a Segurança Social.

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de 11 pessoas, com idades entre os 21 e 56 anos, no âmbito da operação "Apate". Em comunicado, a PJ refere que a investigação visou vários empresários «fortemente indiciados» pela prática de crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento, burla tributária, fraude contra a Segurança Social e falsificação de documentos.
Esta alegada associação criminosa, de várias sociedades, poderá ter lesado o Estado em cerca de dois  milhões de euros.
No total, no norte do país, foram realizadas 40 buscas, incluindo o concelho de Guimarães. Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso, Maia, Marco de Canaveses e Felgueiras foram os restantes locais "inspecionados" pelas PJ. Cerca de 120 elementos foram envolvidos na operação "Apate" que decorreu na sequência de um inquérito do Ministério Público do DIAP de Paredes. A investigação teve, para além da PJ, e participação da Autoridade Tributária - Direção de Finanças do Porto. «Foram apreendidas várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos e telemóveis e vasta documentação contabilística e fiscal», anunciou aquela Polícia.
A ainda a suspeita que o líder desta alegada associação criminosa, proprietário de gabinetes de contabilidade, manteve entre 2016 e 2018 a «prática reiterada e constante de comportamentos tendentes à obtenção de benefícios fiscais indevidos para os seus clientes, nomeadamente em reembolsos de IVA e na diminuição artificial da matéria coletável para efeitos de IRC».
«Foram declarados dados falsos à Autoridade Tributária, emitindo faturas de compras e prestações de serviços, por meios informáticos, em nome de sujeitos passivos cuja contabilidade tinham a seu cargo», lê-se na nota enviada pela PJ às redações. «Elaboraram falsos documentos, designadamente contratos de trabalho, declarações de rendimentos, recibos de salários, inscrição ou manutenção de trabalhadores em empresas, declarações fiscais e da segurança social e outros, de modo a obterem para terceiros vantagens atribuídas pelo Estado e a aprovação de créditos junto de instituições financeiras, bem como a concessão de apoios no âmbito dos programas de financiamento, nomeadamente o Portugal 2020», frisa a autoridade Judiciária. Os detidos vão agora ser presentes a tribunal e ficarão a conhecer as medidas de coação aplicadas.
Autor: Nuno Cerqueira