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Incêndios: Número de fogos de 2023 é o segundo mais baixo da década

Incêndios: Número de fogos de 2023 é o segundo mais baixo da década
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 09 de outubro de 2023, às 16:44

A área ardia é a terceira mais reduzida desde 2013.

O número de incêndios é este ano o segundo mais baixo da última década. A área ardia é a terceira mais reduzida desde 2013, indicou esta segunda-feira o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O relatório do ICNF indica que, entre 1 de janeiro e 30 de setembro, deflagraram 7 191 incêndios rurais que resultaram em 33 031 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos (18 888 ha), matos (12 006 ha) e agricultura (2 137 ha). "Comparando os valores do ano de 2023 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 43% de incêndios rurais e menos 65% de área ardida relativamente à média anual do período. O ano de 2023 apresenta, até ao dia 30 de setembro, o 2.º valor mais reduzido em número de incêndios e o 3.º valor mais reduzido de área ardida, desde 2013”, precisa o relatório provisório de fogos rurais.

Em relação ao mesmo período de 2022, este ano registaram-se menos 2 825 fogos florestais e ardeu menos 76 661 hectares, refere o documento, adiantando que, na última década, foi em 2021 que deflagraram menos incêndios, num total de 7 108, e a área ardida foi inferior em 2014 (22 372 ha), e em 2021 (26 718 ha). Segundo o ICNF, 84% dos incêndios rurais deste ano tiveram uma área ardida inferior a um hectare, tendo apenas se registado quatro fogos com uma área ardida superior ou igual a mil hectares.

Os maiores incêndios que ocorreram este ano foram o de Odemira, que começou a 5 de agosto e consumiu 7 513 hectares, e o de Castelo Branco, que também teve início a 4 de agosto e ardeu 6 553 hectares. O relatório indica também que os distritos com maior número de incêndios este ano são o Porto (1 450), Braga (673) e Viana do Castelo (590), mas em qualquer um dos casos são maioritariamente de reduzida dimensão, enquanto os mais afetados em área ardida são Castelo Branco, com 7 433 hectares, cerca de 23% da área total, seguido de Beja, com 5 908 hectares (18% do total), e de Faro, com 2 652 hectares (8% do total).

De acordo com o ICNF, agosto foi o mês, até à data, que apresenta o maior número de incêndios rurais, com um total de 1 768 incêndios, bem como o maior em área ardida, com 22 034 hectares. O relatório dá ainda conta das causas dos incêndios, tendo sido investigados até ao momento 87% do número total de incêndios registados este ano e que foram responsáveis por 97% da área total ardida. Segundo o ICNF, as causas mais frequentes dos incêndios deste ano são as queimas e queimadas (40%) e o fogo posto (incendiarismo – imputáveis) (28%).