Quinze pessoas morreram e 45 ficaram gravemente feridas nos 1 816 acidentes registados durante a operação Páscoa 2023 da Gaurda Nacional Republicana (GNR), que levou à detenção de mais de 340 condutores por condução com uma taxa de álcool no sangue considerada crime.
Num comunicado de balanço da operação, que arrancou no dia 3 e que terminou na terça-feira, a GNR refere que fiscalizou 58 808 condutores, tendo detetado 517 com excesso de álcool, dos quais 349 foram detidos por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 208 pessoas por conduzirem sem habilitação legal.
Esta operação começou no dia 3 de abril, mas o patrulhamento foi intensificado a partir do dia 6, por causa do aumento de circulação no fim de semana da Páscoa. Nas ações desencadeadas pelos militares da GNR foram registadas 4 724 contraordenações por excesso de velocidade, 1 152 por falta de inspeção periódica, 502 por anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização e 551 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou cadeirinha de transportes de crianças. A GNR registou ainda 414 contraordenações por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório e 395 por utilização indevida do telemóvel durante a condução. No que se refere à sinistralidade rodoviária, a GNR registou 1 816 acidentes, dos quais resultaram em 15 vítimas mortais, 45 feridos graves e 560 feridos leves.
A operação Páscoa da GNR arrancou no dia 3, com ações de sensibilização e fiscalização de trânsito para ajudar a reduzir a sinistralidade rodoviária e regularizar o trânsito durante as festividades. A partir do dia 6, e até às 23h59 de terça-feira, decorreu o período de maior esforço de patrulhamento rodoviário.