Esta responsável sublinhou que, em tempos sem precedentes, a política de coesão mostrou mais uma vez a sua «relevância», ao providenciar ajuda «rápida e flexível», que permitiu a aquisição de equipamentos de proteção individual, a existência de apoios para a manutenção de postos de trabalho ou a disponibilização de capital a pequenas e médias empresas.
Tendo em conta os novos instrumentos europeus de financiamento, Monika Hencsey lembrou a ambição de construir um futuro mais verde e mais digital, sem deixar ninguém para trás. «Não podemos negligenciar a dimensão social, económica e territorial da crise e da recuperação. É por isso que a política de coesão está no coração do pacote de recuperação», afirmou.
Em nome do Comité das Regiões, órgão consultivo que reúne representantes eleitos de autoridades regionais e locais dos estados-membros, Ian Barber defendeu que o investimento europeu sem precedentes tem de ser acompanhado por um esforço e um compromisso também sem precedentes para se tirar o melhor partido possível destas oportunidades.
Em seu entender, esta edição da Semana das Regiões deve ser um ponto de encontro entre os políticos, os decisores e os responsáveis pela implementação dos investimentos, de forma a que se promova o desenvolvimento sem deixar nenhuma região para trás.
Até 26 de março decorre o prazo para apresentação de propostas para o programa desta iniciativa, sendo que todas as informações relativas ao processo são disponibilizadas no site do evento.
Recorde-se que a edição de 2020, a primeira Semana Europeia das Regiões e dos Municípios em formato digital, atingiu um número recorde de mais de 12.000 participantes e 510 sessões.Autor: Luísa Teresa Ribeiro