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NASA lança missão para medir emissões de calor nos pólos da Terra

NASA lança missão para medir emissões de calor nos pólos da Terra
Fotografia NASA

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 27 de maio de 2024, às 14:11

A NASA lançou o primeiro de um par de satélites climáticos com a missão de estudar, pela primeira vez, as emissões de calor nos polos da Terra.

 

A missão PREFIRE (Polar Radiant Energy in the Far-InfraRed Experiment) está em órbita após ser lançada a partir do Complexo de Lançamento 1 da agência espacial dos Estados Unidos na manhã de sábado.

A missão consta de dois satélites cúbicos do tamanho de uma caixa de sapatos (CubeSats), que medirão a quantidade de calor que a Terra irradia para o espaço, a partir de duas das regiões mais frias e remotas do planeta.

Os dados recolhidos ajudarão os investigadores a prever melhor como mudará a atmosfera, o oceano e o clima na Terra, face ao aquecimento global.

“A inovadora missão PREFIRE da NASA preencherá um vazio na nossa compreensão, proporcionando aos nossos cientistas uma imagem detalhada de como as regiões polares da Terra influenciam a quantidade de energia que o nosso planeta absorve e liberta”, disse, em comunicado, a diretora da Divisão de Ciências da Terra da NASA, Karen St. Germain.

"Isto melhorará a previsão da perda de gelo marinho, do derretimento das camadas de gelo e do aumento do nivel do mar, criando uma melhor compreensão sobre como mudará o sistema do nosso planeta nos próximos anos, informação crucial para os agricultores, as frotas pesqueiras que trabalham em mares com alterações, e as comunidades costeiras, reforçando a sua resiliência", adiantou.

O segundo PREFIRE será lançado nos próximos dias e, após um período de 30 dias de ensaios dos dois satélites, a missão tem uma duração prevista de 10 meses.

A missão PREFIRE pretende estudar o equilíbrio entre a energia térmica que a Terra recebe do Sol e a que emite. A diferença entre ambas é o que determina a temperatura e o clima do planeta.

Grande parte do calor irradiado pelo Ártico e pela Antártida é emitido em forma de radiação infra vermelha distante, mas atualmente não existe uma medição detalhada deste tipo de energia.