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Moreno rejeita «medo» e pede «controlo» para ‘virar’ eliminatória com Hajduk

Moreno rejeita «medo» e pede «controlo» para ‘virar’ eliminatória com Hajduk
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Publicado em 09 de agosto de 2022, às 18:21

Jogo amanhã, às 17h00, no estádio D. Afonso Henriques.

O treinador do Vitória de Guimarães, Moreno, rejeitou hoje que a sua equipa tenha sentido “medo” do Hajduk Split, na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Conferência Europa de futebol, e disse acreditar na reviravolta, na quarta-feira.

Após o desaire vitoriano na Croácia, por 3-1, o médio Lukas Grgic, titular pelo Hajduk na primeira mão, disse ter visto “medo nos olhos” dos jogadores vimaranenses e descartou que o ambiente do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, se possa comparar ao do Poljud, em Split, algo que levou o técnico a pedir “controlo emocional elevado” numa eliminatória que ainda pode ser ‘virada’.

“Medo não existe, nem nunca existirá no nosso grupo. Temos de ter algum controlo e não incendiar as coisas. Um dos segredos será a paixão por ir lá para dentro, mas com controlo emocional elevado. O jogador do Hajduk disse o que tinha a dizer, o que não nos passou ao lado. Nesta casa não há medo, há respeito”, frisou, na antevisão à partida marcada para as 17:00, em Guimarães.

Convencido de que o resultado na primeira mão foi “claramente exagerado”, apesar de os croatas serem “uma equipa interessante”, o ‘timoneiro’ realçou a confiança no grupo de trabalho para empatar a eliminatória com dois golos, ainda que seja necessário jogar “melhor do que na Croácia” e até em Chaves, cidade onde o Vitória entrou a vencer para a I Liga (1-0).

“Não devemos querer resolver as coisas muito rápido. Temos qualidade para fazer dois golos a esta equipa, mas devemos ser muito equilibrados a nível mental. (…) Temos condições para passar, a equipa teve uma evolução depois do jogo na Croácia como se percebeu em Chaves”, reiterou.

Apesar de não se “poder fazer tudo à pressa”, Moreno admite uma equipa a “correr riscos” perante um “ambiente favorável”, mas não tanto como se o duelo tivesse um horário noturno, o que motivou um “desabafo”.

“Fui jogador e sei muito bem que é diferente ter um jogo às 17:00, com 10.000 pessoas, ou às 20:30, com 20.000. Sei que há regulamentos, mas deve haver bom senso e compreensão de toda a gente. É um desabafo de quem não percebe o porquê de não se poder jogar na quinta-feira”, salientou, lembrando ainda que o Hajduk adiou a jornada do passado domingo para o campeonato, de forma a preparar a segunda mão.

Ao lado do treinador, o capitão vitoriano, Bruno Varela, defendeu que o embate de Split foi “perdido nos detalhes”, daí acreditar que é possível “melhorar” e “vencer o jogo”.

O guarda-redes prometeu uma “equipa intensa e agressiva” com “querer e qualidade”, que ambiciona “ter mais bola do que na Croácia” e seguir em frente na competição da UEFA, até nos penáltis, desempate para o qual os jogadores estão “preparados”.

À espera de “um ambiente bonito” em Guimarães, Bruno Varela referiu ainda que a declaração do “medo” vitoriano quer “tentar criar picardia ou polémica”, por parte de um jogador, Lukas Grgic, que “não conhece o Vitória e a cidade de Guimarães” e não sabe que “medo” é palavra ausente no “dicionário” do plantel às ordens de Moreno.

O Vitória de Guimarães recebe os croatas do Hajduk Split no encontro da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga Conferência Europa, agendado para as 17h00 de quarta-feira, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, com arbitragem do turco Ali Palabiyik.


Autor: Redaçao/Lusa