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Braga Open 2022. Portugueses analisam participação no qualifying

Braga Open 2022. Portugueses analisam participação no qualifying
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Publicado em 18 de setembro de 2022, às 19:15

Seis tenistas portugueses foram este domingo afastados na primeira ronda do qualifying.

Os tenistas Daniel Rodrigues, Henrique Rocha, Gonçalo Falcão, Jaime Faria, Miguel Gomes e Fábio Coelho disputaram este domingo a primeira ronda do qualifying do Braga Open 2022. A primeira ronda não foi feliz para os seis portugueses, que se viram afastados e perderam assim a possibilidade de se serem repescados para o quadro principal com o estatuto de "lucky looser".

Daniel Rodrigues e Henrique Rocha começaram o dia sem sorte

Daniel Rodrigues (817.º ATP) e Henrique Rocha (898.º) foram os primeiros portugueses a pisar os campos do Clube de Ténis de Braga esta manhã, mas sem sorte. Rodrigues foi afastado pelo italiano Samuel Vincent Ruggeri (399.º), por 6-2, 3-6 e 6-1, enquanto Rocha cedeu frente ao alemão Sebastian Prechtel, por 6-2 e 7-6 (4).

Em declarações no final do encontro, Henrique Rocha revelou o quão difícil foi «entrar no jogo». «Entrei bastante mal no jogo. Ainda consegui aguentar-me nos dois primeiros jogos, estava dois igual, estava duro. Mas entrei pouco competitivo, não estava a sentir muito bem as condições do campo, o campo também estava um bocado pesado», adiantou.

O tenista contou ainda que este foi o primeiro jogo depois de uma lesão que sofreu há cerca de duas semanas no músculo que envolve o abdominal, apesar de garantir que não sente que tenha sido esse o motivo de ter sido eliminado. «Estava à espera de melhor. Apesar de ter parado uma semana, estava a sentir-me bem a treinar esta semana, mas hoje estava a tentar apressar muito as coisas», explicou.

Gonçalo Falcão e Jaime Faria também eliminados

Apesar do calor que se fazia sentir, o dia continuou cinzento para os portugueses no qualifying com Gonçalo Falcão (1923.º) e Jaime Faria (707.º). Nos encontros da primeira ronda, os portugueses cederam, respetivamente, perante opositores espanhóis Javier Barranco Cosano (339.º), por 6-1 e 6-4, e Pablo Llamas Ruiz (508.º), por 6-4 e 6-1.

«Não estava de todo à espera de jogar o qualifying. Eu vinha para jogar os pares, embora saiba que há sempre essa hipótese de jogar, porque independentemente de vir para os pares, assino sempre para o qualifying, porque dá-me oportunidade de me ambientar também ao torneio e às condições do torneio para os pares», adiantou Gonçalo Falcão, em conferência de imprensa.

Apesar de só ter ficado a saber no dia anterior que iria disputar o qualifying e de ter perdido, o português descreveu o jogo como «positivo». «Provavelmente foi dos jogos que eu desfrutei mais dos últimos tempos. Claramente, em terra batida, sinto-me mais à vontade. Há muito tempo que não desfrutava tanto do jogo e não me sentia tão bem, apesar de ter sido um 6-1, 6-4», avançou.

Já Jaime Faria sublinhou que o que faltou para a vitória foram «horas em terra, vindo do [piso] rápido diretamente», uma vez que esteve a jogar em dois ITF de 25 mil dólares em Sintra nas últimas duas semanas e que a última vez que jogou em terra batida foi na última semana de agosto, na Alemanha. «Nunca estive a jogar o jogo pelo jogo, estive mais a tentar aguentar-me a procurar referências, nunca pensei bem 'como é que posso ganhar ao meu adversário hoje?'», acrescentou.

O tenista revelou ainda que poucas referências retira deste jogo. «Não joguei muito cara a cara. Só joguei o primeiro set. Tive break acima, tive alguns momentos em que podia ter atacado mais. Mas foi um bocadinho vazio este jogo. Não retiro grandes referências deste jogo, só referências para a próxima semana», terminou.

O dia terminou triste para Miguel Gomes e Fábio Coelho

Os últimos portugueses a jogar na primeira ronda do qualifying foram Miguel Gomes (1 220.º) e Fábio Coelho (1 042.º). O primeiro foi afastado pelo francês Tristan Lamasine (528.º), por 6-4 e 6-2, enquanto o último cedeu perante Nicolas Moreno de Alboran (306.º), por 6-1 e 6-2.

Em conferência de imprensa, Miguel Gomes revelou que, no encontro, lhe faltou «um bocadinho de tudo». O tenista acredita ter entrado bem, mas que «podia ter feito mais» contra um jogador que considera «perigoso». «Ele [Tristan Lamasine] joga bem, já esteve mais cotado. É um jogador perigoso. No segundo set, ficou um bocadinho mais confortável e penso que a bola dele começou a andar mais e não era fácil. Faltou-me um bocadinho de intensidade em alguns momentos, que daí para a frente se calhar tinha feito a diferença», refletiu.

Também Fábio Coelho descreveu o seu jogo como «complicado» perante um adversário que sentiu estar «superior». «Acho que a vitória dele [Nicolas Moreno de Alboran] nunca esteve em causa. Ele foi bastante superior a mim, mas em termos de nível, porque em termos de resultado e jogo jogado, em si, apesar de o resultado parecer muito desnivelado, acho que houve muitos momentos do encontro em que estive "taco a taco" com ele», adiantou.

«Em vários jogos tive vantagens, que caíram quase todas para o lado dele, para não dizer todas. Acho que isso fez um bocado a diferença. É aí que eu saio um pouco mais desapontado, porque sinto que não consegui aproveitar as oportunidades que tive», concluiu.

O Braga Open 2022 continua esta segunda-feira, com os primeiros jogos do quadro principal. João Domingues (273.º) é o único a entrar em ação neste segundo dia de torneio, não antes das 15h00, frente ao checo Vit Kopriva (151.º).


Autor: Diana Carvalho