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João Ribeiro e Messias Baptista querem “resultado incrível” em Paris2024

João Ribeiro e Messias Baptista querem “resultado incrível” em Paris2024
Fotografia Instagram / Messias Baptista

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 09 de julho de 2024, às 12:28

Canoístas estão em estágio em Avis

Os canoístas portugueses João Ribeiro, de Esposende, e Messias Baptista, de Vila do Conde, campeões do mundo de K2 500 metros, estão motivados para conseguir “um resultado incrível” nos Jogos Olímpicos Paris2024.

“O objetivo será sempre primeiro chegar à final e darmos o melhor de nós, fazer a nossa melhor prova. Não podemos mentir que queremos um resultado incrível, se calhar o estar no pódio, mas ainda faltam alguns passos, ainda falta esta fase final da preparação, mas certamente no dia 09 [de agosto], com os astros alinhados e a preparação bem feita, sairá algo bom”, disse Messias Baptista.

Em entrevista à agência Lusa, durante um estágio em Avis (Portalegre), João Ribeiro afirma que “não existe” pressão por serem campeões do mundo, mas que há “a ambição de trabalhar muito” para deixarem “felizes” as pessoas que os têm apoiado sempre.

“[A preparação] Está a correr bem, estamos a trabalhar bem para chegar na melhor forma a Paris e os treinos têm saído bem, os indicadores são bons, por isso é continuar motivados e a trabalhar bem para dia 09 de agosto estar na melhor forma”, assumiu João Ribeiro.

Os dois canoístas do Benfica já experimentaram o campo de regatas dos Jogos Olímpicos, no Estádio Náutico de Vaires-sur-Marne, a cerca de 40 quilómetros de Paris, com Messias Baptista a mostrar-se agradado.

“Eu falo por mim, eu gostei bastante, estivemos só lá uma semana, mas em todos os treinos acho que consegui boas sensações. Há ali, se calhar, um problema ou outro do vento, se calhar algumas algas, mas são fatores externos que não temos que nos preocupar, no dia vai ser como estiver”, referiu.

O mais jovem dos dois, Messias Baptista, de 25 anos, admite que “nervosismo há sempre”, pois vão “competir no maior palco do desporto do mundo”.

“Mas o João já tem dois Jogos Olímpicos, vai para o terceiro, e eu vou para os meus segundos. O nervosismo é um pouco diferente, mas, como o João disse, estamos motivados, os indicadores são bons, portanto há de sair alguma coisa de que nos orgulhemos”, pontuou.

Na sua estreia em Jogos Olímpicos, no Rio2016, João Ribeiro esteve muito perto de conquistar uma medalha, mas acabou por ser quarto no K2 1.000 metros, ao lado de Emanuel Silva, admitindo que foi “uma desilusão”, “porque nos Jogos Olímpicos ser terceiro ou quarto é uma diferença gigante”.

“Durante a prova, viemos sempre em segundo, terceiro, e só na parte final é que ficámos em quarto. Claro que essa foi uma desilusão, mas é trabalhar para que um dia o João e o Messias estejam no pódio”, defendeu João Ribeiro, que, aos 34 anos, garante que ainda sente força para continuar.

A parceria entre Messias Baptista e João Ribeiro é para prolongar, “pelo menos até Paris”, pois não depende apenas dos dois, pois “há muitos atletas jovens que querem trabalhar e querem estar nos Jogos Olímpicos daqui a quatro anos”.

“Claro que o João e o Messias querem continuar no K2, sempre nos melhores resultados, mas acreditamos que há muito valor em Portugal, que podem tirar este lugar ao João ou ao Messias, mas também vamos trabalhar para o manter”, prometeu Ribeiro.

Em Paris, a representação lusa vai estar reduzida a quatro canoístas – João Ribeiro e Messias Baptista, Fernando Pimenta no K1 1.000 metros e Teresa Portela no K1 500 –, menos do que em anos anteriores, com João Ribeiro a lamentar o facto do K4 não se ter apurado, mas a mostrar-se confiante no futuro, pois “há um número de atletas que podem chegar aos Jogos”.

A questão da segurança tem sido uma das preocupações em Paris, com os dois canoístas a dizerem que se estão a tentar focar “ao máximo” no que podem controlar, acreditando, com “pensamento positivo”, que vai “correr tudo pelo melhor”.

Depois da chegada a Paris, a equipa de canoagem vai instalar-se durante alguns dias na Aldeia Olímpica, antes de partir para uma localização mais perto do campo de regatas.

“Claro que é importante no dia das provas estar mais perto da pista, facilita muito esta viagem, mas estar na Aldeia Olímpica fora do dia das provas é também muito importante. É uma experiência única estar na Aldeia Olímpica com todos os atletas de todas as modalidades”, assumiu Messias Baptista.

As eliminatórias e os quartos de final de K2 500 metros disputam-se em 06 de agosto, com a semifinal e a final marcadas para três dias depois.