A Câmara Municipal de Famalicão (CMF) vai lançar, em meados de julho, um concurso público internacional destinado a investidores e promotores privados para que estes desenvolvam «uma proposta imobiliária que inclua a construção do novo estádio municipal e outras valências destinadas a comércio e serviços, um polivalente municipal e um novo parque de estacionamento subterrâneo», destacou, ontem, o presidente da autarquia famalicense, Mário Passos. Esta ideia foi transmitida às direções do clube e SAD do FC Famalicão, presididas por José Pina Ferreira e Miguel Ribeiro, respetivamente, que ouviram, atentamente, Mário Passos, que apresentou as “linhas mestras” do projeto «arrojado» e que não implica qualquer investimento da CMF. «Conseguimos, assim, valorizar o espaço urbano e manter o Estádio Municipal no mesmo local, dotando-o de condições ajustadas a uma equipa de topo do futebol nacional e internacional, tudo isto sem investimento financeiro municipal associado», vincou o edil famalicense, que apontou o inicio do segundo semestre deste ano para o arranque do procedimento concursal, adiantando ainda que «é vontade» da autarquia famalicense «que a construção de todo o empreendimento comece ainda no ano de 2025». A estratégia encontrada pela autarquia famalicense para a construção do futuro estádio municipal passa «pela concessão dos terrenos por um período de tempo a definir após a conclusão dos estudos de avaliação e de viabilidade económico financeira».
«Mais-valia para cidade»
No final da reunião, os três presidentes fizeram um balanço da reunião, tendo Mário Passos apresentado o projeto «arrojado» que vai servir um clube, com 93 anos, mas que não tem um estádio «compatível com os pergaminhos de Famalicão, que é o motor económico do país», em diversos níveis, mas também «no desporto, sobretudo no que diz respeito à sua dimensão social». O novo estádio e a sua área envolvente, com espaços comerciais e um pavilhão polivalente, que «será gerido» pela CMF, será uma «mais-valia» para a cidade e concelho e irá contribuir, certamente, para «as dinâmicas da cidade».
Não onerar gerações futuras
Uma das ideias-chave do projeto passa, também, por «ajudar a cidade» no que diz respeito ao estacionamento e, sobretudo, e isso foi reforçado, várias vezes, por Mário Passos, que o custo da CMF seja «próximo de zero», de forma a que a construção do novo estádio «não se torne um problema» e não comprometesse «Famalicão e as gerações futuras». Mário Passos quer ver ali erguido «um estádio funcional e moderno» para que, daqui a 20/30 anos possam dizer que foi bem feito». O novo estádio municipal, segundo os últimos estudos, demorará «cerca de dois anos a ser construído», porque se trata de uma obra de «grande envergadura» e trará «uma nova centralidade a Famalicão».