twitter

CM Famalicão abre concurso internacional para concessionar terreno do “Municipal”

CM Famalicão abre concurso internacional para concessionar terreno do “Municipal”
Fotografia DR

Pedro Vieira da Silva

Jornalista

Publicado em 21 de fevereiro de 2024, às 10:04

Autarquia, que não quer gastar um euro na obra, pretende um novo estádio e um pavilhão polivalente

A Câmara Municipal de Famalicão (CMF) vai lançar, em meados de julho, um concurso público internacional destinado a investidores e promotores privados para que estes  desenvolvam «uma proposta imobiliária que inclua a construção do novo estádio municipal e outras valências destinadas a comércio e serviços, um polivalente municipal e um novo parque de estacionamento subterrâneo», destacou, ontem, o presidente da autarquia famalicense, Mário Passos. Esta ideia foi transmitida às direções do clube e SAD do FC Famalicão, presididas por José Pina Ferreira e Miguel Ribeiro, respetivamente, que ouviram, atentamente, Mário Passos, que apresentou as “linhas mestras” do projeto «arrojado» e que não implica qualquer investimento da CMF. «Conseguimos, assim, valorizar o espaço urbano e manter o Estádio Municipal no mesmo local, dotando-o de condições ajustadas a uma equipa de topo do futebol nacional e internacional, tudo isto sem investimento financeiro municipal associado», vincou o edil famalicense, que apontou o inicio do segundo semestre deste ano para o arranque do procedimento concursal, adiantando ainda que «é vontade» da autarquia famalicense «que a construção de todo o empreendimento comece ainda no ano de 2025». A estratégia encontrada pela autarquia famalicense para a construção do futuro estádio municipal passa «pela concessão dos terrenos por um período de tempo a definir após a conclusão dos estudos de avaliação e de viabilidade económico financeira».

 

«Mais-valia para cidade»

No final da reunião, os três presidentes fizeram um balanço da reunião, tendo Mário Passos apresentado o projeto «arrojado» que vai servir um clube, com 93 anos, mas que não tem um estádio «compatível com os pergaminhos de Famalicão, que é o motor económico do país», em diversos níveis, mas também «no desporto, sobretudo no que diz respeito à sua dimensão social». O novo estádio e a sua área envolvente, com espaços comerciais e um pavilhão polivalente, que «será gerido» pela CMF, será uma «mais-valia» para a cidade e concelho e irá contribuir, certamente, para «as dinâmicas da cidade».

 

Não onerar gerações futuras

 Uma das ideias-chave do projeto passa, também, por «ajudar a cidade» no que diz respeito ao estacionamento e, sobretudo, e isso foi reforçado, várias vezes, por Mário Passos, que o custo da CMF seja «próximo de zero», de forma a que a construção do novo estádio «não se torne um problema» e não comprometesse «Famalicão e as gerações futuras». Mário Passos quer ver ali erguido «um estádio funcional e moderno» para que, daqui a 20/30 anos possam dizer que foi bem feito». O novo estádio municipal, segundo os últimos estudos, demorará «cerca de dois anos a ser construído», porque se trata de uma obra de «grande envergadura» e trará «uma nova centralidade a Famalicão».