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Euro2024: Portugal na 13.ª fase final seguida e oitavo Europeu de 'rajada'

Euro2024: Portugal na 13.ª fase final seguida e oitavo Europeu de 'rajada'
Fotografia FPF

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 14 de outubro de 2023, às 11:30

A seleção portuguesa garantiu esta sexta-feira a 13.ª presença consecutiva em fases finais.

A seleção portuguesa de futebol garantiu esta sexta-feira, com um 3-2 à Eslováquia, a 13.ª presença consecutiva em fases finais, entre Europeus e Mundiais, e oitava em Campeonatos da Europa, ao qualificar-se para a edição de 2024.

Depois de falhar o Mundial de 1998, Portugal esteve na principal competição de seleções em 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 e nos Europeus de 2000, 2004, como anfitrião, 2008, 2012, 2016 e 2020, disputado em 2021 por culpa da covid-19.

Antes de 2000, a formação das ‘quinas’ só tinha estado em dois Mundiais, em 1966, numa estreia em que logrou um terceiro lugar que jamais repetiu, e 1986, e em outros tantos Europeus, em 1984, também numa estreia com pódio, e 1996, na primeira aparição da ‘geração de ouro’, falhando 21 fases finais. Em contraste com estas quatro presenças nas primeiras 26 edições – não disputou a qualificação para o Mundial de 1930 -, Portugal segue agora num perfeito ’13 em 13’, mantendo lá longe o último falhanço, o Mundial de 1998.

As presenças lusas tornaram-se uma ‘formalidade’, mas a história já foi a oposta para a equipa das ‘quinas’, que falhou nas primeiras oito qualificações (Mundiais de 1934, 38, 50, 54, 58 e 62 e Europeus de 1960 e 64). À nona tentativa, a seleção lusa logrou, finalmente, qualificar-se, para o Mundial de 1966, sob o comando de Eusébio da Silva Ferreira, autor de sete dos nove golos lusos – os outros foram de Coluna e Jaime Graça. Mesmo com o ‘rei’, Portugal não conseguiu dar sequência ao irrepetível terceiro lugar conseguido em Inglaterra e entrou em novo ciclo de oito falhanços, agora para os Europeus de 1968, 72, 76 e 80 e os Mundiais de 1970, 74, 78 e 82.

A primeira presença lusa num Europeu – já o sétimo – aconteceu em 1984, graças a um triunfo final por 1-0 sobre a União Soviética, selado por Jordão, de penálti, após falta sobre Chalana no limite da área. Seguiu-se novo apuramento, agora para o Mundial de 1986, na sequência do célebre “deixem-me sonhar” do ‘bom gigante’ José Torres. O ‘milagre’ aconteceu em Estugarda, onde a formação das ‘quinas’ venceu a RFA por 1-0, com um ‘golão’ de Carlos Manuel e várias bolas nos ‘ferros’ de Manuel Bento. Após duas meias-finais nas duas primeiras fases finais (1966 e 1984), Portugal saiu, porém, envergonhado do México, face ao tristemente célebre ‘caso Saltillo’ e os falhanços voltaram – Europeus de 1988 e 92 e Mundiais de 1990 e 94.

Já com a ‘geração de ouro’, os campeões mundiais de juniores de 1989 e 1991, Portugal voltou em 1996, ao Europeu, de novo em Inglaterra, mas, dois anos depois, ainda desperdiçou mais um Mundial, o de 1998, num trajeto marcado pela injusta expulsão de Rui Costa pelo francês Marc Batta, na Alemanha. A ausência do Campeonato do Mundo disputado em França ainda perdura como o derradeiro falhanço luso.