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Euro2024: Portugal muito perto de carimbar 13.ª presença seguida numa fase final

Euro2024: Portugal muito perto de carimbar 13.ª presença seguida numa fase final
Fotografia Seleção/Twitter

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de outubro de 2023, às 11:04

A seleção está a um triunfo de somar a 13.ª presença consecutiva em fases finais.

A seleção portuguesa de futebol está a um triunfo, na receção de sexta-feira à Eslováquia, de somar a 13.ª presença consecutiva em fases finais, entre europeus e mundiais, que não falha desde 1998.

A equipa comandada por Roberto Martínez, líder do Grupo J de qualificação, com 18 pontos, mede forças com os eslovacos, no Dragão, e, em caso de vitória, garante automaticamente o apuramento para a fase final do próximo Europeu, com ainda três rondas por disputar. Se ceder um empate no Porto, a Islândia terá de superar o Luxemburgo para os lusos confirmarem a qualificação.

Antes de 2000, os lusos só estiveram nos europeus de 1984 e 1996 e em outros tantos mundiais (1966 e 1986), perdendo 21 fases finais, porém, desde então, já vão em 12 presenças seguidas, incluindo o Euro2004, no qual foram os anfitriões. Portugal falhou as primeiras oito qualificações (Mundiais de 1934, 38, 50, 54, 58 e 62 e Europeus de 1960 e 64), mas, as últimas duas décadas têm sido risonhas para a equipa das ‘quinas’, que na sexta-feira tem tudo para fazer um perfeito ‘13 em 13’.

À nona tentativa, a seleção lusa logrou, finalmente, qualificar-se, para o Mundial de 1966, sob o comando de Eusébio da Silva Ferreira, autor de sete dos nove golos lusos – os outros foram de Coluna e Jaime Graça. Mesmo com o ‘rei’, Portugal não conseguiu dar sequência ao irrepetível terceiro lugar conseguido em Inglaterra e entrou em novo ciclo de oito falhanços, agora para os Europeus de 1968, 72, 76 e 80 e os Mundiais de 1970, 74, 78 e 82.

A primeira presença lusa num Europeu – já o sétimo – aconteceu em 1984, graças a um triunfo final por 1-0 sobre a União Soviética, selado por Jordão, de penálti, após falta sobre Chalana no limite da área. Seguiu-se novo apuramento, agora para o Mundial de 1986, na sequência do célebre “deixem-me sonhar” do ‘bom gigante’ José Torres. O ‘milagre’ aconteceu em Estugarda, onde a formação das ‘quinas’ venceu a RFA por 1-0, com um ‘golão’ de Carlos Manuel e várias bolas nos ‘ferros’ de Manuel Bento.

Após duas meias-finais nas duas primeiras fases finais (1966 e 1984), Portugal saiu, porém, envergonhado do México, face ao tristemente célebre ‘caso Saltillo’ e os falhanços voltaram – Europeus de 1988 e 92 e Mundiais de 1990 e 94. Já com a ‘geração de ouro’, os campeões mundiais de juniores de 1989 e 1991, Portugal voltou em 1996, ao Europeu, de novo em Inglaterra, mas, dois anos depois, ainda desperdiçou mais um Mundial, o de 1998, num trajeto marcado pela injusta expulsão de Rui Costa, pelo francês Marc Batta, na Alemanha.

Se a ausência do Campeonato do Mundo disputado em França ainda é o derradeiro falhanço da principal equipa das ‘quinas’, a presença no Europeu da Alemanha, no próximo ano, é quase certa, bastando, para isso, um triunfo perante os eslovacos, rumo ao pleno de fases finais que ostenta desde 2000.

Num Grupo J de qualificação que tem sido um verdadeiro ‘passeio’, o líder Portugal soma 18 pontos, fruto de seis triunfos em outros tantos jogos, com 24 golos marcados e zero consentidos.