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Euro2024: Dragão pode qualificar Portugal um ano e meio depois

Euro2024: Dragão pode qualificar Portugal um ano e meio depois
Fotografia DR

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 11 de outubro de 2023, às 10:52

O Estádio do Dragão pode na sexta-feira ser o palco de um terceiro apuramento da seleção para uma fase final.

O Estádio do Dragão pode na sexta-feira ser o palco de um terceiro apuramento da seleção portuguesa de futebol para uma fase final, agora do Euro2024, um ano e meio depois de ‘carimbar’ o ‘passaporte’ para o Mundial2022.

A 24 de março de 2022, a principal equipa das ‘quinas’ precisou de disputar os ‘play-offs’ de acesso ao Qatar, primeiro com a Turquia (3-1) e, depois, com a Macedónia do Norte (2-0), ambas no ‘talismã’ Estádio do Dragão. Na casa do FC Porto quase lotada, a sorte acabou por estar do lado português contra os turcos, que não souberam aproveitar os erros de Portugal, que quase viu um 2-0 transformar-se em 2-2, valendo Burak Yilmaz a atirar um penálti para as ‘nuvens’, aos 85 minutos.

Como se não bastasse essa felicidade, a equipa portuguesa, na altura comanda por Fernando Santos, que se tinha deixado cair nos ‘play-offs’ europeus ao perder na Luz com a Sérvia (1-2), num jogo em que lhe bastava empatar, viu ainda a Macedónia do Norte surpreender quase todos e vencer em Itália nos descontos. Se perante os turcos, Otávio, aos 15 minutos, abriu o ativo, e fez a assistência para o segundo, de Diogo Jota (42), cinco dias depois o ‘artista’ foi Bruno Fernandes (32 e 65 minutos), autor de um ‘bis’, no último ‘suspiro’ contra um adversário claramente inferior e que deu uma grande prenda a Portugal quando eliminou os transalpinos.

Antes da alegria de março de 2022, os lusos já tinha sido felizes no Dragão, quando ‘selaram’ o apuramento para o Euro2008. A 21 de novembro de 2007, em encontro da 14.ª e última jornada do Grupo A de qualificação, Portugal só precisava de um ponto na receção à Finlândia para chegar à prova realizada na Áustria e Suíça e conseguiu-o, com um ‘nulo’.

Num embate em que Pepe se estreou como internacional ‘AA’, a formação das ‘quinas’ penou uma imensidão para lograr o sofrido empate a zero, num jogo em que só respirou de alívio com o último apito do árbitro eslovaco Lubos Michel. Sem grandes momentos de brilhantismo, Portugal criou mais e melhores oportunidades, mas não faturou e, nos minutos finais, os nórdicos estiveram por duas vezes muito perto de marcar o golo que os qualificaria.

Com grande sofrimento, a formação lusa lá conseguiu segurar o empate, claramente com sabor a vitória, numa noite em que, com as ‘estrelas’ apagadas, o lateral direito Bosingwa foi o melhor, juntamente com os centrais Pepe e Bruno Alves e o ‘trinco’ Fernando Meira. Portugal entrou com Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Caneira, à frente de Ricardo, um meio-campo com Fernando Meira, Maniche e Miguel Veloso e um ataque com Ronaldo, Quaresma e Nuno Gomes. Entraram Raúl Meireles, Makukula e Nani.

Desta vez, para garantir já o ‘passaporte’ para a Alemanha, terá de vencer a Eslováquia, a seleção com mais argumentos do Grupo J a seguir a Portugal, que sofreu muito para sair com o triunfo tangencial de Bratislava (1-0), em setembro, ou caso ceda um empate no Dragão, a Islândia terá de superar o Luxemburgo.

Na nova casa do Benfica, o Estádio da Luz, Portugal qualificou-se para o Europeu de 2012 e o Mundial de 2018, depois de a antiga ter sido o local em que se garantiram os apuramentos para os Europeus de 1984, 1996 e 2000 e o Mundial de 2002.

Em solo luso, Portugal também já se qualificou no Estádio Municipal de Aveiro, para o Mundial de 2006, e no de Braga, para o Europeu de 2016, depois de o Estádio das Antas, a antiga casa do FC Porto, ter sido o palco do primeiro apuramento de sempre da seleção lusa para uma grande competição.

Como em 2007, face aos finlandeses, também em 31 de outubro de 1965 Portugal só precisava de empatar com a Checoslováquia para selar um lugar no Mundial de 1966, mas então em encontro da quinta e penúltima jornada do Grupo 4.

Com o guarda-redes ‘leonino’ Carvalho na baliza, em estreia, Portugal logrou segurar o ‘nulo’ até final e qualificar-se pela primeira vez para um Mundial, onde encantaria na estreia, com um terceiro lugar que jamais repetiu, nas ‘asas’ do ‘rei’ Eusébio (nove golos).

Os restantes apuramentos lusos aconteceram no estrangeiro, mais precisamente em Estugarda, na Alemanha (Mundial de 2006), em Zenica, na Bósnia-Herzegovina (Mundial de 2010), em Solna, na Suécia (Mundial de 2014) e no Luxemburgo (Euro2020).

Num Grupo J de qualificação que tem sido um verdadeiro ‘passeio’, o líder Portugal soma 18 pontos, fruto de seis triunfos em outros tantos jogos, com 24 golos marcados e zero consentidos.