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Pandemia terá um «efeito altamente corrosivo» na estratégia de internacionalização

Pandemia terá um «efeito altamente corrosivo» na estratégia de internacionalização
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Publicado em 10 de agosto de 2020, às 10:41

Rui Vieira de Castro não esconde o desalento face a esta situação.

Há vários anos que a Universidade do Minho vem trilhando um importante caminho no que respeita à sua cada vez maior internacionalização, captando alunos de outros países e levando os portugueses a estudar lá fora. A pandemia que o mundo atravessa poderá, segundo o reitor da academia minhota, aqui ter um efeito de "retrocesso" ou abrandamento, restando a tarefa de diminuir ao máximo os constrangimentos. Em entrevista ao Diário do Minho, Rui Vieira de Castro não esconde o desalento face a esta situação. «Um dos efeitos mais dolorosos para mim da pandemia é precisamente esse. A universidade tinha atingido um patamar muito interessante [ao nível da sua internacionalização]. Nós tínhamos, no final do ano passado, estudantes de grau (não falo dos de mobilidade) a fazer licenciaturas, mestrados e doutoramentos. O nosso corpo de estudantes é de cerca de 19.800 e, destes, 15 % eram estrangeiros. É um número muitíssimo significativo e que traduz um contínuo processo de progressiva internacionalização da universidade no que diz respeito ao recrutamento de estudantes estrangeiros. Evidentemente que a pandemia tem um efeito altamente corrosivo sobre esta estratégia», lamentou. Exemplificando este efeito, o reitor lembrou a dificuldade sentida no que respeita a circulação de pessoas entre os estados numa altura em que a evolução da pandemia de Covid-19 é completamente imprevisível, deixando muitos receios no ar. «Hoje, para um estudante brasileiro, italiano ou chinês, por exemplo, decidir vir estudar para a Universidade do Minho ou qualquer universidade portuguesa pressupõe o preenchimento de condições que estão fora do seu controlo. Continuamos a ter problemas de circulação de pessoas entre Estados, não sabemos como é que isto vai evoluir – as notícias que temos tido da Austrália não são as mais favoráveis – e eu diria que, quase inevitavelmente, vai haver uma retração da procura da formação superior por estudantes estrangeiros», explicou Rui Vieira de Castro. Na ótica do reitor, cabe agora à academia «fazer um esforço» no sentido de «diminuir os impactos dentro do que for possível», sendo certo que «há condições que nós não conseguimos controlar». [Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Rita Cunha/Ana Marques Pinheiro