Segundo o INL, o dispositivo que está a ser desenvolvido pelo iGrape, projeto selecionado para financiamento do programa competitivo de Investigação e Inovação da União Europeia, Horizonte 2020, vai ser "completamente autónomo, com bateria própria, pré-processamento de sinal e módulo de comunicação sem fios, permitindo medir e transmitir as leituras regularmente para uma estação remota de colheita de dados durante o período necessário (cerca de três meses)".No texto, o INL refere que "existem vários indicadores do momento certo para colher as uvas e levá-las para serem processadas", sendo que a solução em desenvolvimento cobre alguns dos essenciais, "nomeadamente o stresse hídrico da videira e a maturação da uva (em ambas as dimensões, sensoriais e tecnológicas - por exemplo, antocianinas e níveis de açúcar nos bagos de uva)". O iGrape "pretende contribuir de forma significativa para a agricultura de precisão" e vai ser desenvolvido durante 36 meses, "levando a Internet das Coisas (IoT) às vinhas".
No entanto, o INL não descarta novas aplicações, apontando que o iGrape poderá ser também aplicado na agricultura e produção de fruta, "um setor com importância significativa na economia global".O projeto teve origem em contactos entre o INL e a empresa vitivinícola portuguesa Sogrape, com quintas em Portugal, Espanha, Argentina, Chile e Nova Zelândia e envolver parceiros com os conhecimentos específicos como a INESC MN (Portugal), a Universidade de Freiburg (Alemanha), o Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais - Produção, Paisagem, Agroenergia - Universidade de Milão (Itália) e a Automation SRL (Itália).
Autor: Redação