A freguesia de Lomar voltou a ser palco de uma desfolhada, que reuniu centenas de pessoas junto ao adro da igreja em ambiente de descontração, com muita música, danças e comida.
Crianças e adultos, todos se concentraram em torno das espigas de milho apanhadas pela manhã e foram-nas desfolhando, uma a uma, colocando-as depois nos cestos.
É este convívio intergeracional e a promoção das tradições que o Grupo Folclórico de Lomar, enquanto entidade organizadora do evento, encara como uma missão que pretende perpetuar no futuro.
«Queremos manter as tradições antigas, que são o mais importante; que no futuro estas continuem para que nunca acabem. Os nossos antepassados deixaram-nos isto e temos de o deixar para as gerações futuras», disse Miguel Gonçalves , presidente daquele Grupo Folclórico, vincando, contudo, que «não tem sido fácil captar» pessoas para estas iniciativas. «Mas quem faz por gosto não cansa», referiu.
A par da desfolhada, esteve em funcionamento um bar com comes e bebes, cuja receita reverteu para o Grupo Folclórico de Lomar.
Em paralelo, decorreu também uma pequena feira de produtos hortícolas e artesanato. As bancas foram geridas pelos Grupo Folclórico de Figueiredo e pelo Rancho Folclórico de Sequeira, sendo que as receitas também reverteram a favor destas coletividades.
Estes grupos foram os responsáveis pela animação musical da noite de ontem, conquistando os aplausos de muitos dos presentes.
A festa arrancou já no sábado à tarde, com bastante animação musical, incluindo uma aula de zumba. À noite, subiu ao palco o Grupo de Concertinas de Gualtar.
À margem da iniciativa, Miguel Gonçalves fez um balanço positivo desta 2.ª desfolhada, que este ano teve maior dimensão do que no ano anterior.
Vincando a boa adesão por parte da população, o responsável destacou o bom tempo que se fez sentir e que também poderá ter contribuído para este sucesso.
Na próxima edição, a organização pondera integrar o Festival do Grupo Folclórico de Lomar naquela festa.
Autor: Rita Cunha