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"Cãominhada" sensibiliza contra abandono e maus-tratos

"Cãominhada" sensibiliza contra abandono e maus-tratos
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Publicado em 17 de setembro de 2017, às 10:19

A "Cãominhada" juntou quase uma centena de animais

Cerca de uma centena de cães participaram, ontem à tarde, numa "Cãominhada"  promovida pela Associação para a Defesa dos Animais e Ambiente de Vila Verde  (ADAAVV), com a colaboração da Agere.

A iniciativa, que começou no Aki de Braga e terminou na Avenida Central, teve como principal objetivo sensibilizar as pessoas contra os maus-tratos e abandono de animais, e incentivá-las à adoção.

Liliana Carvalho, do Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) de Braga, sustentou que «a Câmara Municipal de Braga e a Agere estão empenhadas na luta contra o abandono e a melhoria do bem-estar dos animais, sendo iniciativas como esta fundamentais para sensibilizar a população em geral».

«O abandono é uma questão que passa pela sensibilização e pelo civismo, sobretudo», sustentou, acrescentando que «iniciativas como esta levam as pessoas a trabalhar em rede».

Segundo Liliana Carvalho a situação do CROA tem vindo a evoluir cada vez mais favoravelmente, albergando atualmente cerca de 30 animais.

O recinto tem 27 boxes destinadas a felídeos e 30 para canídeos, além de duas para quarentena, sendo as necessidades na comunidade e no concelho continuamente analisadas, de maneira a dar a resposta necessária.

O aumento do número de boxes é uma das possibilidades em análise, mas Liliana Carvalho alerta contra os efeitos negativos dos centros de recolha "megalómanos", que «dificultam a gestão do espaço e o controlo de doenças».

Castro Dinis, presidente da associação, revelou que atualmente a associação tem 110 animais no canil, sendo que todas as fêmeas estão esterilizadas, uma prática que a associação considera indispensável, a par da esterilização obrigatória, complementada pela fiscalização.

Apesar de se sentir um aumento do número de animais no canil, uma das medidas positivas, registadas, nos últimos anos, é o facto de as pessoas cada vez adotarem mais rafeiros (que constituem 99% da população do canil), uma prática que há anos era pouco habitual.

«Quem gosta mesmo de animais não tem problemas em adotar um rafeiro, que resiste muito mais às doenças, é muito fiel e sabe retribuir a quem o ajudou», afirmou.

Já Cristina Vilaça, responsável de cliente e comunidade do Aki de Braga esclareceu que a empresa já participou noutras atividades, tendo já participado noutras parcerias com a associação e está muito envolvida na causa.

Duas das participantes na iniciativa, Albertina Almendra e Sílvia Valente, levaram a Luna, um Golden Retriever de 9 anos, participaram na iniciativa pela primeira vez, «com o objetivo de sensibilizar as pessoas para a causa».


Autor: Carla Esteves