A Bolsa Solidária de Manuais Escolares Usados (BSMEU) promovida pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) registou, este ano, um significativo crescimento, não só no que respeita ao número de manuais recolhidos e emprestados, mas também no que toca aos parceiros institucionais que prestam o seu apoio a esta causa, que constitui um valioso contributo para a poupança de muitos agregados familiares.
Este ano foram recolhidos pela BSMEU um total de 18 486 manuais, tendo já sido emprestados, até ao momento, um total de 6100 exemplares, número que se prevê que continue a crescer até ao dia 30 de setembro, altura em que termina a sexta edição desta iniciativa.
Durante a quinta edição da iniciativa, em 2016, foram recolhidos 16 352 manuais e emprestados 4668, o que significa que, neste momento, e embora ainda falte um mês para terminar esta edição, já foram emprestados mais 1432 exemplares que no ano passado.
Também o número de exemplares recolhidos aumentou significativamente, contando a BSMEU, até esta fase, com mais 2134 manuais do que em 2016.
Segundo a diretora da BLCS, Aida Alves, esta bolsa presta um serviço social à população do concelho de Braga, satisfazendo também alguns pedidos de utentes externos ao concelho.
«A população tem agradecido a existência deste serviço de apoio, pois considera ser uma mais valia para a poupança da economia familiar, num tempo pós-férias», afirmou.
Parceiros aumentam
Aida Alves salienta que este ano a BSMEU aumentou também o número de parceiros institucionais, contando atualmente com cerca de 24 pontos de divulgação, recolha e entrega na BLCS.
«Naturalmente que é muito positiva a criação de uma rede concelhia de parceiros. A união reforça a força de um serviço de apoio social», defendeu Aida Alves, esclarecendo que «atualmente, além da BLCS, há apenas uma outra entidade parceira, a AFUM – Associação de Funcionários da Universidade do Minho que cataloga e empresta manuais escolares em Braga, ao passo que todas as restantes parceiras ajudam na divulgação da iniciativa, encaminham a população para os postos de empréstimos, recolhem os manuais e procedem ao transporte dos mesmos para tratamento e disponibilização ao público e no catálogo – http://bsmeu.blcs.pt ».
Este ano associaram-se à iniciativa algumas juntas de freguesia, a Casa do Professor, o Hospital de Braga – Divisão de Recursos Humanos, e Sporting Club de Braga. Alguns contactos dos novos parceiros encontram-se no site: http://bsmeu.blcs.pt/pontoscontacto.aspx
O movimento REUTILIZAR.ORG, no qual a bolsa da BLCS está inscrita, tem divulgado muito positivamente a nível nacional este serviço, que considerou «exemplar».
Além disso, a BSMEU tem contribuído com manuais para projetos educativos e sociais em alguns países africanos, mais recentemente para a Guiné Equatorial, através da sua Embaixada em Portugal.
Manuais do terceiro ciclo são os mais procurados
Os manuais que este ano têm sido mais procurados pelos utentes da BSMEU têm sido os do 3º ciclo, nomeadamente do 7.º, 8.º e 9.º anos, devido à maior oferta por parte da população, carecendo porém de maior oferta de manuais referentes aos anos do Ensino Secundário.
Também as disciplinas mais procuradas incidem no terceiro ciclo, muito devido também à maior oferta patra o banco, sendo as disciplinas mais requisitadas, no 7.º ano, as seguintes: Matemática (230), Português (166), História (167), Físico-Química (158), Geografia (163), Inglês (154).
No 8.º ano foram requisitados, até este momento, os seguintes manuais Português (143), Físico-Química (122), Matemática (114), Geografia (94), História (80), Inglês (62).
Já no 9.º ano foram requisitados os seguintes manuais: Matemática (121), Português (79), Inglês (56), História (46), Geografia (44).
Medidas de apoio do Governo e Município
Segundo Aida Alves os manuais referentes ao 1.º ciclo não foram muito procurados na BSMEU entre os anos de 2012 e 2015, uma vez que já estavam muito rasurados e danificados. Por isso as famílias optavam na sua grande maioria por adquirir os manuais novos do 1º ciclo.
«Por isso, entendemos que a oferta de novos manuais escolares do 1º ciclo levada a cabo pelo Governo e pelo Município de Braga foi uma medida muito positiva e que ajuda naturalmente muitas famílias.
A força institucional local, através de uma rede concertada de parceiros, pode ajudar efetivamente a reduzir os custos de aquisição de manuais nesta época, apoiando socialmente as famílias e os alunos», argumentou Aida Alves.
A diretora da BLCS defende«havendo um trabalho concertado, um compromisso social e educativo por parte dos parceiros institucionais, havendo metodologia e rigor, não é necessária a aquisição de plataformas recentemente surgidas com fins comerciais, que têm custos enormes para as autarquias».
Autor: Carla Esteves