twitter

Alunos do D. Maria II descobrem 31 novos asteróides

Alunos do D. Maria II  descobrem 31 novos asteróides
Fotografia

Publicado em 10 de fevereiro de 2017, às 15:04

Jovens do Ensino Secundário foram orientados pelo professor João Vieira

Um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas D. Maria II descobriu 31 novos asteróides no último mês. O feito resulta de uma campanha que o professor coordenador considera ser «talvez a mais profícua de sempre», constituindo «um recorde até agora absolutamente inigualável».

Ao todo, a Raquel Moreira, o Diogo Moreira e a Mariana Silva, dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, respetivamente, descobriram 31 corpos do sistema solar «nunca antes detetados pelos telescópios terrestres e espaciais». Durante o trajeto foram orientados pelo professor João Vieira.

Um asteroide é um pequeno corpo rochoso que orbita em torno do sol, com uma dimensão que pode ir dos cem aos mil quilómetros. A maioria  encontra-se entre as órbitas de Marte e de Júpiter.

O programa internacional em que os alunos estão envolvidos inclui entidades de todo o mundo e fazem parte do "International Asteroid Search Collaboration", com sede na Universidade de Hardin Simmons, no Texas.

Nesta campanha em concreto estiveram envolvidos países como Portugal, Brasil, Argentina, Bulgária, Alemanha, Índia, Nepal, Nicarágua, Polónia, EUA, Ucrânia, S. Tomé e Macau.

Para além do Agrupamento D. Maria II, Braga esteve ainda representada por dois grupos de estudantes da Universidade do Minho que conseguiram fazer 14 novas descobertas perfazendo, assim, um total de 45 novos corpos do sistema solar descobertos.

Os dados para estas campanhas são produzidos no detetor PAN-STARRS, instalado no Hawai num telescópio de 1,8 metros de diâmetro e que tem instalado o maior CCD do planeta com 1.4 gigapixeis de resolução.

O Agrupamento D. Maria II de Braga já participa nas campanhas de pesquisa de asteróides desde o ano letivo de 2011-2012. Foi precisamente neste ano que se deu a mais “famosa” descoberta do Asteroide 2012 AK10.

Desde então, o professor João Vieira tem formado os alunos, supervisionando o seu trabalho. Contudo, segundo o responsável, «esta campanha foi absolutamente diferente das anteriores». 

«É preciso muita sorte, é verdade. Mas três dezenas de asteroides, de uma só vez, é algo muito raro», disse, realçando ainda a relevância deste trabalho no currículo dos alunos e, sobretudo, «o facto de estes realizarem as tarefas em conjunto com estudantes e cientistas de todo o mundo».

«Se, ainda por cima, somos uma equipa em destaque, a satisfação não pode ser maior. É importante dizer que é um trabalho minucioso e que nos obriga a grande disponibilidade de tempo. Só temos janelas de 48 horas para analisar os dados. Para nós já se tornou um vício e uma rotina passar algumas horas por dia a analisar as imagens», explicou João Vieira.

Em comunicado, o responsável destaca igualmente que, nestes programas científicos, os "caçadores de asteróides" estão a dar, todos os anos, «um importante contributo para a ciência e para a segurança da Terra, já que alguns destes objetos representam um risco sério de colisão para o nosso planeta», sendo necessária uma monitorização constante.


Autor: