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Festival Castro Galaico celebra a cultura e une norte à Galiza através da música

Festival Castro Galaico celebra a cultura e une norte à Galiza através da música
Fotografia DM

Rita Cunha

Jornalista

Publicado em 09 de julho de 2024, às 18:00

Evento começa esta quinta-feira e decorre até sábado.

O  Monte de Nossa Senhora da Consolação volta a acolher, entre quinta-feira e sábado, dias 11 e 13 de julho, mais uma edição do Festival Castro Galaico, que este ano dá ainda mais destaque aos artistas da vizinha Galiza, já que contará, em cada um dos três dias, com a atuação de um artista ou grupo galego. O investimento é de 30 a 35 mil euros.


Nesta que é a 14.ª edição, se não contabilizarmos uma que decorreu em formato virtual durante a pandemia, a organização conta acolher, nos três dias, aproximadamente o mesmo número de participantes, entre 5 mil e 5.500, segundo avançou o presidente da Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões, salientando que «tudo depende do tempo».


Dar a conhecer e preservar a história deste espaço e unir o povo do norte de Portugal e da Galiza, que tanto tem em comum, é o objetivo deste evento que tem os espetáculos musicais no seu epicentro mas também contempla uma oficina e a exibição de um documentário.  «Nós e a Galiza somos um povo e nada como unir este povo com as mesmas raízes, cultura e fala», referiu João Tinoco, salientando, ainda, a urgência de  «recordar que  a história está mal contada» e que «há uma civilização responsável pelo que somos hoje e que está ofuscada pela civilização romana: os brácaros». «Queremos que as pessoas pensem neste facto e este festival também serve para recordar que a história está mal contada», vincou.


Programa começa com exibição de documentário

 

Este festival é uma iniciativa da União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, mas a organização é ao grupo Canto d’Aqui. Arranca no dia 11 com a exibição do  documentário “Inês de Castro, aquilo que nos une”, às 21h00. A realização é de M. J. Pérez cantora e autora galega que sobe ao palco com CRUA pelas 21h30. A noite continua com a atuação do Grupo de Música Popular da Universidade do Minho (22h30) e do Grupo Canto d’Aqui (23h00). À meia-noite tem lugar um espetáculo de fogo pelo Grupo Feiticeiros da União.
 

Na sexta-feira, os Bomboémia - Grupo de Percussão da UMinho abrem o programa com uma atuação às 21h15. De seguida, o Grupo Voces de Arrieiro atua às 21h30 e a Rusga de S. Vicente às 22h30. A finalizar, o Grupo Raízes atua a partir das 23h00.


O programa de sábado, dia 13, arranca mais cedo, com uma oficina de danças tradicionais galegas, às 18h00. Pelas 19h00, sobe ao palco “Os Sinos da Sé” e, às 21h30, atua Sérgio Mirra. Óscar Ibañez & Tribo, da Galiza, atuam às 23h00. O evento termina com a leitura do esconjuro e queimada galega, com início à meia-noite.