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UMinho celebra o 25 de Abril em três dezenas de atividades

UMinho celebra o 25 de Abril em três dezenas de atividades
Fotografia DR

Redação

Publicado em 09 de abril de 2024, às 16:24

Amanhã, às 17h30, é inaugurada na BLCS a exposição "25 de Abril: Rumo ao Cinquentenário"

Este mês a Universidade do Minho está envolvida em três dezenas de atividades para celebrar os 50 anos da Revolução de Abril. O programa junta vários parceiros e inclui exposições, concertos, conferências, oficinas, livros e filmes em Braga e Guimarães, mas também em Esposende, Monção, Montalegre e Santiago de Compostela.

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, detida pela UMinho e pelo Município de Braga, é a que acolhe mais eventos. Apresenta as exposições “Rumo ao Cinquentenário” e “Livros proibidos durante o Estado Novo”, a par de oficinas alusivas de pintura, criatividade, ilustração, tricô e bordado, horas do conto e um ciclo com filmes históricos.

Amanhã, às 17h30, na Sala de Exposições da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) será inaugurada a Exposição 25 de Abril: Rumo ao Cinquentenário”.

Destaca-se ainda no dia 13, às 9h30, a conferência internacional “Extrema direita e o assalto à democracia”, com 15 oradores como Anaïs Fley, Cecília Honório, Fernando Rosas e José Soeiro, dinamizada pela Comissão dos Democratas do Distrito de Braga. Soma-se a homenagem a José Delgado, que fotografou o 25 de Abril em Braga (dia 19, 18h00) e a apresentação do livro “Abril: 25 poemas”, de Nuno Higino (dia 30, 10h00).

Na Galeria do Paço - Reitoria da UMinho está patente a exposição “25 de Abril de 1974, quinta-feira”, com 64 fotos de Alfredo Cunha em Lisboa que eternizaram aquele dia, como a do capitão Salgueiro Maia, além de fotos do colonialismo e do pós-25 de Abril. A Biblioteca Pública de Braga acolhe a mostra “Entre sombras e silêncios: a censura no Estado Novo”, com dezenas de livros então proibidos e recriando o trabalho do censor, numa experiência imersiva e educativa. Propõe depois no dia 22, às 17h30, a oficina “Memórias resgatadas”, para avós e netos criarem e imprimirem em monotipia um cravo vermelho, com a parceria do projeto Science Through Our Lives (STOL).

Já a Biblioteca Geral da UMinho sugere uma exposição com livros silenciados no salazarismo, para ver no B-lounge do campus de Azurém (Guimarães), e uma mostra com a produção gráfica e artística nas ruas do pós-25 de Abril, no campus de Gualtar, com apoio do Centro de Documentação 25 de Abril.

Conversa com capitães de Abril

Amanhã, dia 11, às 18h30, na Livraria 100ª Página a professora Isabel Cristina Mateus, da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH), profere “Leituras de Abril”.

O Instituto de Ciências Sociais (ICS) da UMinho é palco no dia 17, às 16h30, do debate “Olhares sobre a Revolução”, com os capitães de Abril e coronéis Mário Tomé e Rodrigo Sousa e Castro. Mais tarde, às 21h30, há o momento poético-musical “Cantar Abril” com Fernando Pena e o grupo Canto d’Aqui, no Edifício dos Congregados da UMinho, no âmbito do Congresso AIEG.

No dia 20, José Manuel Lopes Cordeiro, professor do ICS, faz às 10h00 a visita guiada “Símbolos da resistência” pelo centro da cidade. António Gonçalves, diretor dos museus da UMinho, junta-se às 16h00 à conversa “Da necessidade de cantarmos em coro: do político e do poético na sociedade contemporânea”, na zet gallery.

O programa conta ainda como dois festivais de tunas alusivos à liberdade. A Tuna de Medicina da UMinho traz a 20 de abril o 9º “Momentmum” ao Altice Forum Braga, com coletivos de Coimbra, Lisboa, Gaia, Portalegre e um coro com grupos culturais da UMinho. Já a Tuna Universitária do Minho promove nos dias 25 a 27 o “XXXIII FITU”, no centro histórico e no Theatro Circo, com grupos de Aveiro, Castelo Branco, Porto, Braga e até do Peru. O Coro Académico da UMinho atua no dia 24 no espetáculo “Canções de Abril”, às 21h30, na Avenida Central, que alia coro, orquestra, solistas e grupo tradicional e é promovido pela União de Sindicatos e pelo Município.