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Câmara diz que não há motivo para alarme sobre alimentação dos alunos em Braga

Câmara diz que não há motivo para alarme sobre alimentação dos alunos em Braga
Fotografia Avelino Lima

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 16 de março de 2024, às 11:04

Carla Sepúlveda disse que não recebeu “relatos concretos” que a tivessem deixado preocupada.

A vereadora da Educação na Câmara de Braga, Carla Sepúlveda, afirmou esta sexta-feira que “não há motivo para alarme” em relação a eventuais carências alimentares dos alunos das escolas do concelho.

Falando na reunião do executivo para responder a um alerta deixado na sessão anterior pelo vereador da CDU, Carla Sepúlveda disse que contactou com os responsáveis dos agrupamentos e com os demais parceiros envolvidos na questão das refeições escolares e que não recebeu “relatos concretos” que a tivessem deixado preocupada. “Não há motivo para alarme nem matéria que nos permita deduzir que seja verdadeiro [o exposto pelo vereador d CDU]”, referiu.

Na anterior reunião do executivo, o vereador da CDU na Câmara de Braga, Vítor Rodrigues, alertou para o alegado aumento do número de alunos do concelho que só conseguirá ter uma alimentação “decente” na escola, dada a carência económica dos respetivos agregados familiares.

Vítor Rodrigues disse que aquela preocupação lhe foi transmitida numa reunião com a Federação das Associações de Pais do concelho de Braga. “A segunda-feira é o dia em que menos comida sobra nas cantinas, e este é um sinal claro de uma situação social que se agrava”, referiu.

Para o comunista, “a única refeição decente” que muitos alunos conseguem ter poderá ser na escola. “Em casa não conseguem e, por isso, à segunda-feira têm mais fome”, apontou, dando ainda conta de um crescimento “muito significativo” do número de alunos reportados à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Admitiu que isto pode ser o reflexo da evolução negativa da situação económica das famílias, designadamente resultante da subida dos preços da habitação e pediu à câmara para prestar atenção a esta realidade, em articulação com os agrupamentos de escolas.

A vereadora da Educação desdramatizou a situação e disse que a questão das sobras maiores ou menores poderá ter a ver com o facto de os alunos gostarem menos ou mais da refeição. “Há dias, como a segunda-feira, em que os alunos, por gostarem mais da comida, têm tendencialmente o hábito de comer mais. À terça, que é peixe, normalmente é ao contrário”; referiu.

O vereador da CDU disse que, mesmo assim, “não ficaria tão seguro” como Carla Sepúlveda e aconselhou a que se reúnam “todos os elementos objetivos” para aferir da acuidade ou não da situação. “A ausência de prova não é prova de ausência”, referiu.