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André Ventura prometeu em comício em Braga o «maior aumento» de sempre nas pensões

André Ventura prometeu em comício em Braga o «maior aumento» de sempre nas pensões
Fotografia EPA

Redação

Agência Lusa

Agência noticiosa

Publicado em 28 de fevereiro de 2024, às 10:14

Líder do Chega diz que não se pode viver em Portugal com reformas de 200 euros.

O presidente do Chega, André Ventura, prometeu ontem a fazer o «maior aumento de pensões» se for governo, defendendo que será possível com uma melhor gestão dos dinheiros públicos.

«Eu garanto-vos que o choque de dignidade não será um choque salarial nem fiscal, será o choque do maior aumento de pensões que Portugal alguma vez teve. Têm a minha promessa, têm o meu sangue e têm o meu compromisso político», afirmou o líder do Chega.

Num pequeno discurso no final de uma arruada no centro de Braga, André Ventura afirmou que o Chega não vai «ser como o PS e o PSD», que estão a «discutir quem é que não vai cortar pensões». «Eu quero-vos deixar a garantia política, com todo o meu empenho nisso, não haverá maior missão para mim do que esta, do que permitir que os nossos pais, os nossos avós, vivam num país com dignidade», afirmou.

O presidente do Chega recusou também críticas de que a proposta do Chega para equiparar as pensões mais baixas ao valor do salário mínimo nacional, aumentando de forma faseada, «será de difícil realização». «Nos primeiros três anos, nós queremos equiparar todas as pensões ao valor do Indexante de Apoio Social, o custo disso é de 1,6 mil milhões de euros. Todos os anos no Ministério da Saúde desperdiçam-se dois a três mil milhões de euros. Agora digam-me lá se não podemos gerir um bocadinho melhor e aumentar as pensões em Portugal», defendeu.

«Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro passam agora a vida a discutir o choque salarial ou o choque fiscal, o nosso choque é diferente, nós vamos dar um choque de dignidade a este país de forma a que não haja um pensionista na pobreza», prometeu.

André Ventura citou interações que teve ao longo do percurso da arruada para dizer que existem pensionistas que recebem «200 euros, cento e poucos euros» e ex-combatentes com um «suplemento de pensão de 57 euros». «Isto devia envergonhar-nos como país. Nos 50 anos do 25 de Abril, como é que permitimoster pensões a este nível?”» criticou, defendendo que «não há nenhum líder que se possa sentir bem a gerir ou a liderar um país com este tipo de pensões».

«Como é que neste país se pode viver com pouco mais de 200 euros por mês aos preços a que as coisas estão? Todos os anos ouvimos falar de aumentos de reformas, subvenções vitalícias dos políticos, ouvimos falar de gastar dinheiro em todo o lado, menos onde verdadeiramente interessa», criticou também. O líder do Chega considerou que «combater a pobreza nas reformas» deve ser «um desígnio para todos». André Ventura solidarizou-se ainda com os “lesados do BES”, que ouviam o seu discurso com cartazes na mão.