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Bom Jesus faz balanço da “Escola Património” e apresenta nova edição de “Escadório Criativo”

Bom Jesus faz balanço da “Escola Património” e apresenta nova edição de “Escadório Criativo”
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Redação

Publicado em 12 de fevereiro de 2024, às 09:19

Confraria quer que o Bom jesus seja um espaço de aprendizagem para formar crianças e jovens mais conhecedores do seu património

A Confraria do Bom Jesus apresentou a segunda edição do livro “Escadório Criativo”, dirigido ao público infanto-juvenil, uma publicação divulga a riqueza patrimonial e as caraterísticas únicas do Bom Jesus.   O presidente da Confraria, cónego Mário Martins considera «esta publicação um instrumento criativo que ajuda as crianças, e não só, a interpretar melhor os vários locais que fazem parte desta estância».

Mário Martins realça que «o caderno de atividades é um excelente auxiliar para enriquecer as visitas ao Bom Jesus, não só em família, mas também de escolas que queiram trazer os seus alunos a visitar este espaço que é Património da Humanidade, como tem sido o caso das crianças do Colégio D. Pedro V, que têm participado no projeto “Escola-Património”. A apresentação do livro constituiu, por isso, uma oportunidade parafazer um balanço do projeto “Escola-Património”., apresentan do números objetivos.

 Até sexta-feira passada participaram no projeto cerca de 130 alunos do 1.º ciclo (1.º ao 4.ºano) e do pré-ecolar (5 e 6 anos), e que realizaram duas visitas por grupo ao Santuário do Bom Jesus. No âmbito do projeto foram desenvolvidos conteúdos interdisciplinares para a construção de 10 fichas, tendo sido envolvidas diretamente, nas 10 visitas, 12 professores da escola piloto.

O cónego Mário Martins realça que «foi possível testemunhar a curiosidade das crianças e o entusiasmo com que se envolveram nas tarefas, bem como a motivação e a alegria por estarem em contacto com a natureza». Neste balanço realçou também «o interesse no uso de lupas e pás, para descobrir um mundo de seres pequeninos, que vivem na folhada, por baixo de troncos e de pedras, etc: as minhocas, os bichos-da-conta, as aranhas».

O projeto “Escola Património” tem permitido reforçar o potencial do Santuário do Bom Jesus, detentor de valências em diversas áreas (paisagem; património; biodiversidade; sons e riqueza musical) e de uma enorme riqueza e potencial para abordagens de ensino e de investigação. Neste processo tem sido também reforçada a importância do jogo e do questionamento, como processos de promoção aprendizagem. Fátima Pereira, diretora executiva da Fundação Bracara Augusta, salienta que «este projeto desenvolvido pela Fundação Bracara Augusta, desenhado e dinamizado em conjunto com a Confraria do Bom Jesus; o Colégio D. Pedro V; e a ASPA, lançado em setembro do ano passado em contexto das Jornadas Europeias do Património, tem demonstrado o enorme potencial que o património, associado à educação, tem na construção e reforço da nossa identidade e no envolvimento dos mais jovens».

 «Conseguimos captar a atenção, despertar o entusiasmo e o empenho dos mais pequeninos em conteúdos multidisciplinares importantes ao mesmo tempo que demos a conhecer, investigámos e explorámos o monumento e a natureza associada a este excecional bem patrimonial. A Educação Patrimonial é uma ferramenta importante na construção da cidadania e é e será um importante desígnio da Fundação», sustentou. Já Hugo Dias, diretor Pedagógico do Colégio D. Pedro V afirma que «o Colégio D. Pedro V aposta nas parcerias com vários agentes e entidades externos, como forma de alargar os horizontes do seu projeto educativo e proporcionar experiências de aprendizagem mais variadas aos seus alunos.

O projeto Escola-Património é motivo de orgulho, pois incentivou os professores a pensar em planificações que se ajustassem simultaneamente, não somente aos seus alunos, mas a qualquer contexto educativo, com vista a conciliar aprendizagens essenciais às potencialidades do Bom Jesus enquanto terreno educativo. Para os alunos, as experiências foram muito ricas e permitiram a aquisição de aprendizagens tão variadas e abrangentes que foram muito além dos conteúdos que se pretendiam ver abordados. A cidadania esteve presente de modo transversal, quer na viagem de transporte público, quer nas travessias a pé, fazendo-se a ponte para outros projetos que temos em curso. A interação das várias áreas disciplinares que o desenho do projeto alude é, sem dúvida, um ex-libris que, estamos certos, faz dos terrenos educativos um laboratório de pesquisa de novas formas de educar/ensinar».

 O presidente da Confraria do Bom Jesus, Cónego Mário Martins, partilha das palavras dos parceiros do projeto e reafirma que «o Bom Jesus é um espaço privilegiado para o público escolar poder desenvolver diferentes matérias e atividades de aprendizagem que vão marcar para o futuro a construção de alunos mais preparados e mais conhecedores do património local, que neste caso, também, é Património Mundial.