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CIM Cávado quer todo o território coberto por sistema que previne fogos

CIM Cávado quer todo o território coberto por sistema que previne fogos
Fotografia Avelino Lima

Rita Cunha

Jornalista

Publicado em 11 de outubro de 2023, às 09:53

Sistema integrado de videovigilância está a ser implementado há 3 meses nas florestas

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado quer alargar a todo o seu território o Sistema Integrado de Videovigilância para prevenção de incêndios florestais que entrou em funcionamento há cerca de três meses, com resultados positivos. Segundo explicou Manuel Tibo, ontem, à margem da apresentação oficial do sistema, este projeto-piloto - que representa um investimento de cerca de 500 mil euros - abrange 70% do território. Já no próximo verão, o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro gostaria de ver este sistema ir «mais além», cobrindo todo o território, mas alertou para a necessidade de se «gerirem expetativas», muito embora acredite na sensibilidade de quem gere.

 «Deve haver uma sensibilidade por parte da tutela para verificar que há necessidades de investimento e, quando alguma coisa no terreno é palpável e tem um retorno como já indicamos, é logico que podem ficar mais sensíveis a que possam abrir essas janelas de oportunidade para mais investimento. É isso que pretendemos porque o património natural que aqui temos é enorme e isto traz benefícios para todos, mesmo até para diminuir as despesas da Proteção Civil no verão», explicou Manuel Tibo. «Tudo faremos para consegui-lo», garantiu, considerando que o investimento é «ainda insuficiente», dada a necessidade «premente» de se «continuar a proteger e conservar» o património natural que têm os seis municípios que compõem a CIM Cávado. E porque este é um projeto pioneiro no território, Manuel Tibo entende que deve ser replicado pelo país.

Financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, este sistema permitiu instalar quatro torres de videovigilância e equipamentos de visualização /operacionalização nos centros de Gestão e Controlo da GNR – Braga e Comando Sub--Regional de Operações de Socorro do Cávado. «Esta cobertura da videovigilância permite logo dar os dados a quem vai fazer o socorro na primeira intervenção, que leva já o número de meios e de operacionas necessários. Estamos muito satisfeitos com este trabalho», disse.