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Braga lança Plano de Mobilidade para ser cidade tendencialmente carbono zero

Braga lança Plano de Mobilidade para ser cidade tendencialmente carbono zero
Fotografia DR

Redação

Publicado em 04 de outubro de 2023, às 10:01

documento vai ser apreciado na reunião do executivo

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Cidade (PMUS) vai ser analisado na reunião do executivo desta tarde, apontando para a «concretização de uma cidade e um município tendencialmente “Carbono Zero”, cuja missão se prende com a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos».

 «Braga tem vindo a assumir uma abordagem proativa em relação a esta matéria e foi um dos municípios pioneiros a nível nacional a desenvolver um Plano para esta área, que reconhece a importância de reduzir a pegada de carbono, promovendo a mobilidade activa e o transporte público, com a consequente melhoria da qualidade de vida dos cidadãos», refere a autarquia.

De acordo com uma nota de imprensa, este plano «privilegia, em primeiro lugar, o modo pedonal, de forma a promover a sociabilidade, a economia local e tradicional, promovendo assim a cidade e a sua vivência, constituindo, este, o modo de transporte primordial para todos os cidadãos». Nesse sentido, o PMUS «prevê a ampliação da área predominante pedonal e/ou de coexistência urbana».

Em segundo, refere o comunicado, «é fundamental relevar o modo ciclável, na medida em que este é um modo de deslocação sustentável favorável à realização de deslocações com distâncias mais longas do que no modo pedonal, sobretudo pela velocidade que atinge». «O potencial da utilização da bicicleta é mais elevado em viagens em meio urbano até 5 ou 7 quilómetros, sendo que uma elevada percentagem das deslocações realizadas em transporte individual é inferior a esta distância, o modo ciclável constitui-se como o modo de deslocação mais favorável», argumenta a autarquia.

 Numa ótica de mobilidade enquanto serviço, «pretende-se a introdução de um sistema de bicicletas públicas partilhadas, promovendo a oferta de infraestrutura ciclável que permita que este modo de deslocação se constitua como uma real alternativa ao transporte individual motorizado», acrescenta. A terceira prioridade das políticas de mobilidade prende-se com «a melhoria do transporte público por via da beneficiação da sua abrangência territorial, temporal, da comodidade para o utilizador bem como na prestação de mais e melhor informação ao público, não descurando a sua eficiência energética na opção por veículos com emissões reduzidas de poluentes».

Nesta área a estratégia deverá incidir «na promoção de uma oferta territorialmente equitativa e universalmente acessível de serviços de transporte coletivo rodoviário e ferroviário, tendo em vista a potenciação das relações intra e interconcelhias». O município adianta que «igualmente fundamental neste PMUS é a promoção da integração entre os vários modos de transporte – a intermodalidade – ou seja, a complementaridade entre diversos modos através de cadeias de deslocação, segundo as quais o cidadão utiliza o modo que, considerando as suas especificidades, mais se adequa a cada trajeto».

Por outro lado, o documento refere que «importa reduzir a necessidade do uso do veículo motorizado individual e racionalizar o seu uso, através da criação de condições de deslocação em modos sustentáveis, da optimização do sistema viário e do equilíbrio das ações de logística urbana».