Fotografia: Mara Fernandes

Reformados e pensionistas reivindicam aumentos nas pensões em Guimarães

Em Guimarães, reformados e pensionistas manifestaram-se no Jardim Público da Alameda.

Diana Carvalho e Inês Pedro Fernandes
24 Jan 2023

A Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI mobilizou esta tarde as suas associações numa ação conjunta com a INTER-REFORMADOS, para reivindicar «melhores condições e aumentos nas pensões». Em Guimarães, reformados e pensionistas manifestaram-se no Jardim Público da Alameda, pelas 15h00.

«Esta ação pretende essencialmente alertar os reformados e pensionistas para o esbulho que nos está a ser feito e reivindicar, por isso, melhores condições e aumentos nas pensões, porque aquilo que eles nos vão prometendo e dizem que vão dar não é suficiente para o custo de vida», refere José da Cunha, um dos manifestantes. «A inflação andou muito para cima dos 10% este ano e, ao abrigo da lei de 2007, o aumento deveria ser de 9%. Mas foi de 4,8% para o escalão mais baixo», acrescenta.

Quanto ao apoio especial de mais meia pensão que receberam em outubro de 2022, os reformados e pensionistas sublinham que «não compensa rigorosamente nada». «Agora, no lugar de termos os tais 9%, tivemos metade ou menos de metade. Não é suficiente», frisa José da Cunha. «Isto tem uma outra implicação, que é: no próximo ano, como partimos de um grau menor, o aumento é menor também. Portanto, estamos a ser esbulhados duplamente. Este ano e no próximo, em que vamos entrar com mais uma pancada».

No Jardim Público da Alameda, a manifestação de reformados e pensionistas reivindicava assim a «valorização dos direitos». «Entendemos que isto não é política social. Isto não é sistema que possamos estar de acordo. E por isso as reivindicações mantêm-se. Portanto, o MURPI entendeu que era preciso fazer uma iniciativa no país para nos fazermos ouvir», conclui José da Cunha.





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