Fotografia: DM

Governo reúne com autarcas para reforçar prevenção de incêndios

O ministro José Luís Carneiro sublinhou que prevenção de incêndios é uma tarefa de todos.

Rui de Lemos
24 Jan 2023

O Governo quer garantir o eficiente envolvimento de todos os atores na prevenção e no combate aos incêndios florestais em 2023, antecipando que o próximo verão será quente e exigente. O périplo de reuniões para “preparar o verão no inverno” começou, ontem, em Guimarães, com autarcas da região e vai ter um conjunto de 29 sessões por todo o país.

O Governo iniciou, em Guimarães, um périplo de 29 sessões, cinco com autarcas de todo o país e outras com associações humanitárias, realizadas em cada uma das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), num trabalho articulado entre os ministérios que tutelam as Autarquias, Ambiente e Administração Interna, com o objetivo de «todos, no outono e no inverno, prepararmos o verão», onde as elevadas temperaturas, «por força das alterações climáticas, far-se-ão sentir de forma muito intensa», resumiu à imprensa o ministro da Administração Interna, à entrada para o encontro que decorreu no Teatro Jordão.

Por isso, «é muito importante que todos os atores, desde as freguesias, municípios, comunidades intermunicipais, comissões de coordenação e desenvolvimento regional, com as autoridades da Administração Central, nomeadamente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, possam trabalhar, preparando-nos para aquilo que será um verão, à luz dos indicadores que temos, que será ainda mais exigente que o de 2022», alertou e sublinhou o ministro José Luís Carneiro.

Acompanhado pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e pela ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes, o ministro da Administração Interna adiantou que um dos objetivos das sessões passam também por explicar de que forma as autarquias e as associações humanitárias podem aceder a fundos comunitários «para fortalecer as corporações de bombeiros, mas também os municípios e comunidades intermunicipais (CIM), em termos de equipamentos e infraestruturas». Em concreto, as entidades podem aceder a um financiamento incial de «122 milhões de euros de fundos europeus para apoiar equipamentos, infraestrutura e criar resiliência, ou seja criar capacidade para que as populações, os bombeiros, as autarquias e as CIM estejam mais preparadas e capacitadas para fazerem face não apenas aos incêndios florestais, mas também aos riscos naturais», concretizou José Luís Carneiro.

Para preparar as candidaturas e aceder aos fundos europeus, o governante avisou e observou que as autarquias «devem ter os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios aprovados e atualizados, com a sua visão, com os seus meios, com os recursos que estão disponíveis e mobilizados para esses objetivos. Por outro lado, é necessário articular este diálogo das autarquias e das associações humanitárias com as novas responsabilidades das comunidades intermunicipais e também das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional».

Questionado sobre o a informação, avançada pelo jornal “Público”, do concurso que ficou sem efeito lançado pela Força Aérea Portuguesa para a contratação de 33 helicópteros ligeiros de combate a incêndios rurais, devido ao facto de as propostas dos concorrentes serem muito superiores ao valor base do concurso lançado em outubro de 2022, o ministro da Administração Interna disse haver «soluções» haver “soluções” e ter a garantia da ministra da Defesa de que os helicópteros ligeiros estarão operacionais assim que arrancar a época de combate aos incêndios florestais. «A informação de que disponho por parte do ministério da Defesa Nacional é de que há soluções para termos os helicópteros disponíveis quando for oportuno, no momento em que arrancarem as operações de prevenção», sublinhou José Luís Carneiro.





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