Fotografia: DM

Guimarães vai ter novo balcão de apoio à criação em abril

O município promete mais recursos para criadores.

Rui de Lemos
20 Jan 2023

Guimarães quer assumir-se cada vez mais como um «território de criação» artística e cultural. Por isso, criação é a palavra de ordem do novo diretor do Teatro Oficina (TO), Mickael de Oliveira, apresentado esta quinta-feira. E o Município promete instalar e colocar em funcionamento um novo Balcão de Apoio à Criação até final do próximo mês de abril.

Pela primeira vez, o novo diretor do Teatro Oficina assume um ciclo de dois anos, sucedendo no cargo a Sara Barros Leitão e, sobretudo, dando expressão a um projeto que tem na criação o pilar principal. Para que se perceba melhor, o projeto artístico do Teatro Oficina para o biénio 2023- 2024 contém a palavra «criação» por 36 vezes. «O projeto artístico é baseado na criação. A minha vontade é apostar na criação. Temos várias linhas. Começamos pelas criações do Teatro Oficina. Não é pré-requisito, mas faz parte de uma missão de uma companhia criar peças de teatro», resumiu, ontem, Mickael de Oliveira, na conferência de imprensa da sua apresentação como diretor do TO, realizada no Espaço Oficina.

Depois da Capital Europeia da Cultura 2012 e, sobretudo, ao longo dos últimos anos, a Câmara de Guimarães assumiu a cultura e as artes como motores de desenvolvimento, destinando-lhe um investimento de cerca de 10% do orçamento anual de cerca de 100 milhões de euros. A aposta tem vindo a dar frutos, mas «é preciso continuar a dotar o território de capacidade de criação», sustentou o vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva.

Assim, depois de alguns anos de maturação e de propostas concretas dos alunos de Mestrado em Design de Produtos e Serviços da Universidade do Minho, estão reunidas as condições para materializar a implementação do Balcão de Apoio à Criação. «Surge pela necessidade de capacitar e dotar as estruturas e os criadores dos meios necessários para que tenham a capacidade de por eles próprios também acederem a meios de financiamento, produtores, equipamentos e resolver até questões mais burocráticas», suportou Paulo Lopes Silva, acrescentando que «em breve será apresentado um projeto único, das seis propostas que recebemos e estamos a consertar».

O Balcão de Apoio à Criação «vai ser uma realidade» e será um serviço de acompanhamento às estruturas de criação e criadores individuais a desenvolver a sua atividade no concelho. Além de uma plataforma digital, «terá também um espaço físico, apoio e capacidade instalada para que as estruturas e criadores consigam dar um salto em frente». Trata-se de um «valioso contributo», que deve entrar em funcionamento no primeiro quadrimestre deste ano, até ao final de abril, apontou Paulo Lopes Silva.

Na condução do TO, Mickael de Oliveira promete trabalhar com atores profissionais e amadores, escritores, dramaturgos e alunos da Licenciatura de Teatro da UMinho até ao fim de 2024, com um vasto programa de apoio ao produto local, lançamento de três bolsas de criação em dramaturgia, encontros de dramaturgia, residências artísticas e a nova criação do TO para este ano, que vai estrear entre setembro e outubro, com o nome provisório de Ensaio Técnico.





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