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Ator Rui Anjos morre aos 75 anos

O ator encontrava-se internado numa IPSS em Lisboa.

Redação/Lusa
20 Jan 2023

O ator Rui Anjos, de 75 anos, morreu na terça-feira, numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em Encarnação, Mafra, distrito de Lisboa, onde se encontrava internado. A informação foi avançada esta sexta-feira à Lusa um amigo do ator.

Ator de teatro, cinema e televisão, Rui Francisco Oliveira Anjos nasceu em 15 de fevereiro de 1947, em Dongo, Huíla, Angola, e era irmão do também ator António Anjos, que morreu aos 58 anos, em janeiro de 1995. Sem precisar a causa de morte de Rui Anjos, a mesma fonte acrescentou que o ator morreu num «lar da Associação de Socorros da Freguesia da Encarnação, ASFE Saúde, onde se encontrava institucionalizado há algum tempo».

Rui Anjos iniciou-se no teatro em “Morte e vida severina – Auto de Natal pernambucano”, de João Cabral de Melo Neto”, em fevereiro de 1966, na Casa da Comédia, em Lisboa, segundo a base de dados do Centro de Estudos de Teatro (CET) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A estreia profissional ocorreria cerca de três meses depois, em 05 de maio de 1966, no Teatro Experimental de Cascais (TEC), em “Mar”, um texto de Miguel Torga, com encenação de Carlos Avilez, fundador da companhia e seu diretor artístico, estreada com realização plástica de Almada Negreiros, levada a cena no Teatro Gil Vicente.

Mirita Casimiro, Filipe La Féria, Glicina Quartin, Manuel Cavaco e Zita Duarte foram atores com quem Rui Anjos contracenou naquela peça, cujo elenco integrou ainda António Feio, na sua estreia no teatro, aos 11 anos, Fernanda Coimbra, João Coimbra, João Vasco, Luísa Neto, Marília Costa, Santos Manuel e Serge Farkas, de acordo com a base de dados do TEC. Ainda em 1966, no TEC, representou também em “Auto de Mofina Mendes”, de Gil Vicente. Na Casa da Comédia, em Lisboa, em 1967, representou peças como “Os demandistas”, de Racine, numa versão de Mário Braga, e “Olho de giz”, de Tone Brulin. Em 1968, fez “Dias felizes”, de Samuel Beckett, nesta companhia.

Em 1989, fez parte do elenco da peça “Habeas corpus”, de Alan Bennett, pelo Teatro Estúdio de Lisboa (TEL). Em 1992, interpretou “A berlaitada”, numa encenação de Carlos Martins, com música de Fernando Guerra, e “As desventuras de um barbeiro”, de Adolfo Simões Müller. Na Companhia Vicentina Teatro de Todos os Tempos (TTT), em 1996, representou “A paixão segundo Santo António”, de João Osório de Castro. Rui Anjos representou ainda em espetáculos de revista no Teatro Maria Vitória.

Em 1974, participou no filme “Malteses, burgueses e às vezes”, realizado por Artur Semedo. Na televisão, destacam-se trabalhos como “A grande viagem do pai Natal” e “O professor de música”, em 1986, “Cobardias” e Histórias de outros tempos” (1988), “Sabbath” e “Ai life” (1989), “Cama, mesa e roupa lavada”, “Lendas e factos da história de Portugal”, “Processo de Camilo” e “O rato dos livros”, em 1990, e “O altar dos holocaustos”, em 1992. “Soluna”, “Terra instável” e “La chunga”, todos em 1993, estão entre os trabalhos de televisão mais recentes em que Rui Anjos representou.





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