Fotografia: Arquivo DM

Pandemia permitiu à Câmara de Braga “poupar” cinco milhões nas despesas correntes

A autarquia bracarense fechou ano de 2020 com lucro de 2,2 milhões de euros, depois de prejuízo de 3,3 milhões em 2019.

Joaquim Martins Fernandes
14 Jan 2023

A pandemia da Covid-19 permitiu à Câmara Municipal de Braga uma poupança próxima dos cinco milhões de euros com as despesas de funcionamento «influenciadas pelo contexto pandémico». A revelação é feita no relatório “Impacto pandémico nas contas de 2020 dos municípios do continente”, que foi publicado pelo Tribunal de Contas (TdC).

O documento, que se inscreve no âmbito de um estudo mais alargado que vai estender-se às contas de 2021 e de 2022, faz saber que os períodos de confinamento e de tele-trabalho tiveram um impacto positivo de 4 979 001 euros nas contas de 2020 face ao ano anterior.

Segundo o tribunal que fiscaliza as contas públicas, o Município de Braga teve despesas de funcionamento de 50 499 597 euros, em 2019. Mas as paragens na atividade municipal presencial permitiu reduzir a despesa para 45 520 596 euros no primeiro ano de pandemia.

A poupança de 4,98 milhões de euros foi a segunda maior entre os 278 municípios do continente, revelam os números do Tribunal de Contas, que colocam a Câmara da Nazaré como a que teve a maior “poupança” nas despesas de 2020. Foram 10 794 432 euros que o município da sub-região do Oeste economizou face a 2019, ano em que as despesas correntes se cifraram nos 16 697 826 euros. A influência da pandemia fez descer a despesa para cinco milhões 903 484 euros, precisa o relatório do TdC.

A pandemia da Covid-19 permitiu também uma poupança de 4,9 milhões à Câmara Municipal de São João da Pesqueira. Teve em 2019 despesas associadas ao funcionamento no valor de 8 598 248 euros, que caíram para 3 661 118 euros no ano de 2020.





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