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Ucrânia. Tropas de Kiev enfrentam fase “difícil da guerra” em Soledar

Soledar, conhecida pelas minas de sal, tem sido palco de violentos combates entre o exército da Ucrânia e os mercenários do grupo Wagner.

Agência Lusa
13 Jan 2023

O exército da Ucrânia está a enfrentar uma “ofensiva de alta intensidade” russa em Soledar, no leste do país. A vice-ministra da Defesa ucraniana admite tratar-se de uma “fase difícil da guerra”.

“O inimigo lançou quase todas as suas principais forças na direção de Donetsk e está a manter uma ofensiva de alta intensidade”, disse Ganna Maliar na rede social Telegram.

Donetsk é a região do leste da Ucrânia a que pertence a pequena cidade de Soledar, que tinha cerca de 10.000 habitantes antes da guerra iniciada pela Rússia em 24 de fevereiro do ano passado.

Maliar disse que “a noite em Soledar foi quente”, com os combates a prosseguir, e que as tropas ucranianas estavam “a tentar corajosamente” repelir a ofensiva russa.

“Esta é uma fase difícil da guerra, mas vamos vencê-la”, disse, acrescentando que “a luta continua”, segundo a agência francesa AFP.

Conhecida pelas suas minas de sal, Soledar tem sido palco, nos últimos dias, de violentos combates entre as forças ucranianas e mercenários do grupo paramilitar russo Wagner.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu, na quinta-feira, fornecer tudo o que fosse necessário ao seu exército, que está a resistir à investida russa em Soledar e em Bakhmut, que a Rússia tem tentado conquistar desde o verão passado.

Kiev não divulgou dados sobre as suas baixas na batalha por Soledar e Bakhmut, mas o conselheiro da presidência ucraniana Mykhailo Podoliak admitiu “perdas significativas” numa entrevista na quarta-feira.

As informações divulgadas pelos dois lados sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

Donetsk é uma das quatro regiões que a Rússia anexou no final de setembro, juntamente com Lugansk, Kherson e Zaporijia.

A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem estas anexações.





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