Espaço do Diário do Minho

Resolução ONU 2222+2022=67 Jornalistas Assassinados por especiais Cobardes

13 Jan 2023
Gonçalo S. de Mello Bandeira

Bom Ano Novo de 2023 para as pessoas de boa-fé. Já aqui publicámos sobre este assunto: 3/1 e 3/12/16; 5/1 e 28/12/18; 27/12/19; 2/1/21 e 31/12/21. Lembremos que a Resolução ONU 2222, de 27/5/15, nr. 1: “Condena todas as violações e abusos cometidos contra os jornalistas, os profissionais dos meios de comunicação e o pessoal associado a situações de conflito armado, e exorta a todas as partes nos conflitos armados a que coloquem fim a essas práticas”. E no nr. 2: “Afirma que o trabalho de meios de comunicação livres, independentes e imparciais constitui uma das bases essenciais de uma sociedade democrática e, por tanto, pode contribuir à protecção dos civis”. Ou seja, entre o nosso último artigo e este, sobre este assunto, iniciou-se a “operação especial” pela Rússia na Ucrânia. I.e., em vez de melhorar, a situação mundial piorou e não foi pouco. Quer quanto aos conflitos armados, quer no que diz respeito à “matança especial dos jornalistas”, a mando de “presidentes especiais”. Ou que se julgam “especiais”, almejando um “lugar especial” na História. E de “especial em especial”, os burros começam a governar os carneiros neste mundo. Quando exterminarmos o medo, acabaremos com os déspotas. E então, aí sim, alcançaremos a liberdade. Mas só conseguiremos acabar com o medo se acabarmos com a ameaça e concretização de sofrimento psicológico e físico sobre os seres humanos. Logo, se extinguirmos a ameaça e concretização de sofrimento psicológico e físico sobre os seres humanos, faremos com que o medo desapareça. E, sem medo, não haverá ditador ou déspota que resista. Em 10/12, a RTP relatava que haveria pelo menos 67 jornalistas assassinados durante o ano de 2022. Já de acordo com o IPI-International Press Institutea defender a liberdade de imprensa desde 1950 -, 66 jornalistas, no mínimo, teriam sido assassinados em 2022 (29/12). Em termos de nacionalidade dos jornalistas, esta prestigiada fonte de informação especifica: 14 do México, 8 do Haiti, 8 da Ucrânia, 5 das Filipinas, 4 da Colômbia, 3 do Equador, 3 das Honduras, 2 do Brasil, 2 da Índia, 2 de Myanmar, 2 da Síria, 2 do Yemen, 1 do Bangladexe, 1 do Chade, 1 do Chile, 1 da Guatemala, 1 do Quénia, 1 do Cazaquistão, 1 da Palestina, 1 do Paraguai, 1 da Somália, 1 da Turquia e 1 dos EUA. Destaca-se os jornalistas assassinados no México por motivos sobretudo relacionados com o tráfico de droga. Assim como os jornalistas assassinados no “teatro de operações especiais” na Ucrânia. Graças nomeadamente ao “especial presidente” da Rússia, do qual, no presente momento, não nos recordamos do especial nome. Eis o poder especial da liberdade de expressão, jornalistas e afins. De acordo com a organização independente Reporters Without Borders – Repórteres Sem Fronteiras -, 14/12/22, foi batido um novo recorde de jornalistas presos pelo mundo afora. Só até aí, estariam detidos 533 jornalistas por actividades relacionadas com a sua profissão. Uns estarão a ser bem tratados, mas outros, talvez a maioria, devem estar a ser torturados, de modo directo ou indirecto. Físico ou psicológico. Assim, haveria um aumento de 13,4%. E um aumento exponencial entre as mulheres-jornalistas. É o que diz o relatório anual sobre este assunto dos RSF. Além disso, 65 jornalistas estavam a ser mantidos como reféns, enquanto 49 estavam desaparecidos. Por volta dos últimos 20 anos, entre 2003 e 2022 foram assassinados cerca de 1.668 jornalistas. O que dá uma sinistra média de 80 por ano. Assassinos profissionais contratados, emboscadas, zonas de guerra e ferimentos fatais. Um pouco de tudo destas bravas mulheres e homens que ajudam a um mundo mais transparente e justo. Pagando por vezes com a própria vida. Com certeza que também existe corrupção no seio do jornalismo, mas não na esmagadora maioria dos casos e muito menos naqueles que fazem parte da História de grandes vitórias em nome da informação acessível a todos sem filtros e enviesamentos. Honra seja feita aos art.s 37º e 38º da Constituição sobre “Liberdade de Expressão e Comunicação Social” com respeito pela Honra. ObrigadoS sem fim.



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