Fotografia: Diana Carvalho

Mau tempo. Câmara de Cerveira isenta 250 feirantes de 35 mil euros de taxas

Em causa estão as feiras dos dias 24 e 31 de dezembro, bem como a do dia 7 de janeiro.

Redação/Lusa
13 Jan 2023

A Câmara de Vila Nova de Cerveira isentou os cerca de 250 feirantes que operam no concelho do pagamento de taxas de três feiras afetadas pelo mau tempo. A medida representa um custo de cerca de 35 mil euros.

Em comunicado enviado à Lusa, a autarquia do distrito de Viana do Castelo explica que a medida «visa mitigar os efeitos provocados pelas condições meteorológicas adversas sentidas nesses fins de semana de enquadramento festivo e que prejudicaram os negócios em dias que se previam ser de grande afluência». Em causa estão as feiras dos dias 24 e 31 de dezembro, bem como a do dia 7 de janeiro.

«Os dois últimos fins de semana de dezembro de 2022 e o primeiro de 2023 ficaram marcados pela ocorrência de chuvas e ventos fortes que dissuadiram visitantes e potenciais compradores, e derrubaram as expectativas dos feirantes nesta época especial do ano», destaca a nota. A isenção, aprovada na quinta-feira por unanimidade em reunião de câmara, segue para aprovação, pela Assembleia Municipal, que decorrerá durante o mês de fevereiro.

Segundo o município, «além de ser considerada um fator de grande atração turística, a feira semanal de Vila Nova de Cerveira, realizada todos os sábados» e visitada por muitos espanhóis, «representa um impulso ao desenvolvimento da economia local». «Apesar de ser um esforço para os cofres municipais [cerca de 35 mil euros], é um impulso positivo para os feirantes no início de um novo ano», refere a nota.

Segundo o município, «apesar dos efeitos do aumento da inflação, a feira semanal de Vila Nova de Cerveira continua a ser umas das maiores e emblemáticas do Norte e atrai centenas de pessoas, sobretudo das grandes cidades do Norte de Portugal e da Galiza».

No distrito de Viana do Castelo, o mau tempo do primeiro dia de 2023 causou prejuízos de quase 20 milhões de euros. Segundo o levantamento feito pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, Caminha lidera a lista dos municípios com mais prejuízos, avaliados em 9,4 milhões de euros. Segue-se Valença, com 3,8 milhões de euros, valor que não integra a recuperação de parte da muralha que desabou, Ponte da Barca, que somou danos no valor de 1,9 milhões de euros, Viana do Castelo, com 1,8 milhões de euros, e Vila Nova de Cerveira, com 1,5 milhões de euros. Melgaço estima em 108 mil euros os prejuízos.





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