Fotografia: CM Viana do Castelo

Ampliação de empresa cria mais postos de trabalho em Viana do Castelo

A está a investir um milhão de euros na ampliação da sua unidade.

Redação/Lusa
9 Dez 2022

Uma empresa de transformação de madeira instalada em Viana do Castelo está a investir um milhão de euros na ampliação da sua unidade. Vão ser assim criados mais seis postos de trabalho, informa a Câmara local.

Em comunicado, a autarquia da capital do Alto Minho adianta que o contrato de investimento daquela ampliação foi esta sexta-feira celebrado entre o presidente da Câmara, Luís Nobre, e o diretor executivo da Portilame – Engenharia e Madeira, Luís Rocha.

A empresa emprega atualmente 36 trabalhadores e após a conclusão da intervenção em curso passa a ter 42 postos de trabalho. A unidade industrial, que opera na área da construção de estruturas de madeira e compra e venda de derivados de madeira, importação e exportação de madeira, está a ampliar o pavilhão que detém na segunda fase da zona industrial do Neiva, um investimento apoiado pelo regime de incentivos ao investimento económico da Câmara de Viana do Castelo.

De acordo com o contrato assinado, «a Câmara Municipal de Viana do Castelo concede à Portilame a isenção total do pagamento das taxas devidas pelo licenciamento da operação urbanística, bem como as demais taxas que sejam devidas por alterações/aditamentos ao projeto». A Câmara «apoia e acompanha o projeto de investimento, nomeadamente através da agilização do processo de licenciamento». O «contrato de investimento deverá ser concretizado no prazo máximo de um ano, contado da data de emissão do alvará de construção, mantendo a empresa as instalações em funcionamento por um período nunca inferior a dez anos, contado da data de início da laboração».

De acordo com administrador da empresa, Luís Rocha, citado na nota, em causa está o projeto “Portilame i4.0 Modular Timber Construction”, que «implica a aquisição dos equipamentos produtivos e tecnologias de suporte necessárias para o fabrico de módulos pré-definidos por encaixes para construções modulares em madeira, fornecidas em kit e aptas a serem instaladas pelo cliente ou terceiros». Com este projeto, a empresa «evolui para um modelo de fabrico para resposta ágil e flexível às dinâmicas da procura (Quick Response), reduzindo os lead-times de fabrico e montagem face ao modelo atual, com elevada consistência de serviço e de qualidade de fabrico».

O «novo modelo de negócio, com integração a jusante na cadeia de valor, será orientado para o rápido desenvolvimento colaborativo com os clientes na personalização dos produtos e no desenvolvimento de novos produtos, tendo por base as novas capacidades de modelação e fabrico proporcionado pelas ferramentas CadWork e máquina CNC K2i, suportando a interatividade com clientes através da internet (plataforma e-commerce)».

A empresa vai ainda investir «numa máquina com 36 metros de comprimento por oito metros de largura e respetivos equipamentos de suporte que permitem o fabrico de módulos pré-definidos por encaixes para construções modulares em madeira com um maior nível de definição, precisão e encaixe para uma montagem mais fácil e intuitiva, tipo lego». Entre outros investimentos, «esta nova infraestrutura produtiva é ativada com a engenharia de processos em conjunção com as ferramentas de simulação das construções modulares em madeira (CadWork) e a aplicação para o desenvolvimento de produto colaborativo com os clientes (plataforma e-commerce), configurando um sistema ‘Smart Factory’».





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