Fotografia: Avelino Lima/DM

Crianças encantam público na Sé com a célebre representação de “S. Geraldo e o Milagre da Fruta”

Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, assistiu pela primeira vez, e afirmou que há «renovada esperança» perante tantas crianças.

Carla Esteves
6 Dez 2022

As vozes das crianças do terceiro ano da EB1 da Sé voltaram, ontem de manhã, a fazer-se ouvir pelas naves da Sé de Braga, protagonizando a célebre representação de “S. Geraldo e o Milagre da Fruta”, a lenda que presta homenagem ao padroeiro da cidade de Braga, venerado pelas suas qualidades humanas e intelectuais.

Perante uma assistência composta por centenas de crianças da Sé e de várias outras escolas da cidade, além de professores, pais e familiares, a tradição voltou a cumprir-se em perfeito respeito pela lógica da história, numa representação onde não faltaram a música e os típicos figurinos coloridos.

Este ano, e pela primeira vez, a encenação contou com a presença do Arcebispo de Braga, D. José  Cordeiro, bem como da vereadora da Educação, Carla Sepúlveda, e do presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, Luís Pedroso,que fizeram questão de assistir a esta tradição que a EB1 da Sé e o Tesouro-Museu da Sé estão determinados a não a deixar morrer.

Dirigindo-se aos adultos e às crianças presentes, o Arcebispo Primaz afirmou que começou por visitar a Capela de S. Geraldo tendo ficado deslumbrado com a ornamentação «com as frutas, nas suas cores, no seu perfume e na sua variedade, que são o símbolo da abundância, da paz, da serenidade e da justiça».

«E é isto que, convosco, também queremos construir. E o Milagre da Fruta é aquele milagre da possibilidade do impossível. Em pleno Inverno, numa aldeia do concelho de Vila Pouca de Aguiar, onde estava S. Geraldo e teve esse desejo das frutas antes de morrer, e aconteceu por milagre», afirmou, salientando que «o milagre existe sempre com o contributo de todos»

D. José Cordeiro agradeceu à Escola da Sé por proporcionar esta partilha com todos os mais pequeninos e com os adultos.

«Todos aqui, na mais antiga catedral de Portugal, ver assim tantas crianças dá-nos uma esperança renovada. As crianças são o melhor do mundo. São o agora e o futuro», afirmou, acrescentando que «os mais novos com os mais velhos somos os grandes artesão da paz».

Em palco estiveram três turmas do terceiro ano, tendo a professora Susana Pereira, do 3.º G, revelado que «os ensaios correram muito bem, apesar de trabalhosos».

«Para eles é muito bom,  para que conheçam as tradições e as lendas da sua localidade e o nosso único desejo é sempre que corra tudo bem em palco e que os pais gostem», afirmou.

 Segundo a docente manteve-se o essencial da tradição, interpretando temas que já tinham feito sucesso em anos anteriores, mas este ano foram também integrados na representação violinos tocados por três alunos.

Por seu turno, a vereadora da Educação, Carla Sepúlveda, salientou a importância de dar continuidade à representação do Milagre da Fruta, afirmando que «é de pequenino que devemos começar a incutir o conhecimento sobre Braga».

Lamentando que haja um grande desconhecimento acerca de S. Geraldo,  padroeiro da cidade, Carla Sepúlveda defendeu que é muito importante que os mais jovens adquiram estes conhecimentos.

Afirmou também que esta representação é uma forma dos professores  darem a conhecer o trabalho desenvolvido nas escolas.

«Esta é uma tradição que a Escola da Sé continua a valorizar e que nós muito apreciamos e valorizamos porque é um dia importante para a cidade e para eles, que nunca se esquecem. E aqueles que vêm de novo acabam por entrar no espírito e perpetuar também, no futuro, estas boas práticas», afirmou.





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