Fotografia: Diana Carvalho

Cerveira aprova orçamento de quase 20 milhões para 2023

O orçamento e grandes opções do plano da Câmara de Vila Nova de Cerveira para o próximo ano foram aprovados em reunião de câmara apenas com os votos favoráveis dos três elementos da maioria PS.

Agência Lusa
6 Dez 2022

A Câmara de Vila Nova de Cerveira aprovou um orçamento de quase 20 milhões de euros para 2023, com o “foco primordial” nas pessoas, “sem descurar o desenvolvimento sustentável”, informou esta terça-feira a autarquia.

“Este orçamento é o mais realista possível, não havendo quaisquer maquilhagens ou engenharias financeiras, sobretudo, através da inscrição de receitas virtuais que, por um lado, fazem crescer a despesa e, por outro, levam ao aumento do endividamento”, afirmou o presidente da câmara, Rui Teixeira, citado numa nota enviada à imprensa.

O autarca de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, sustenta que no seu segundo ano de mandato, a maioria socialista que lidera põe “em prática uma política de responsabilidade e rigor, com credibilidade e de compromisso” com os a população e o concelho, tal como aconteceu, adianta, com orçamento e grandes opções do plano do ano em curso.

As grandes opções do plano e orçamento do ano em curso [no valor de 20,8 milhões de euros] “estão a ser executadas com transparência e com a prestação permanente de contas com resultados concretos, sem deixar de lançar novos projetos para todo o município”.

O orçamento e grandes opções do plano da Câmara de Vila Nova de Cerveira para o próximo ano foram aprovados em reunião de câmara com os votos favoráveis dos três elementos da maioria PS e a abstenção dos dois vereadores eleitos pelo movimento independente Pensar Cerveira-Pence.

O documento vai ser votado na sexta-feira, em Assembleia Municipal.

As grandes opções do plano e orçamento para 2023 de, “aproximadamente, 20 milhões de euros”, prevê “investimentos assentes em políticas que visam assegurar a competitividade, a sustentabilidade e as respostas sociais humanizadas”.

O documento não contempla “aumento dos impostos diretos, IMI, derrama e participação no IRS” como “fator de mitigação do impacto da guerra perpetrada pela Rússia contra a Ucrânia, que continua a ensombrar a Europa e a gerar ondas de choque na economia, provocando uma das maiores crises energéticas de sempre, onde se continuará a notar o impacto da inflação e da subida dos juros nas famílias e nas empresas”.

O IRS irá, assim, manter-se nos 3%, o IMI no mínimo de 0,3% e a derrama irá depender do volume de negócios.

“Manter-se-á o tarifário dos resíduos sólidos, representando um redobrado esforço para o município, devido ao aumento dos serviços de tratamento e recolha dos resíduos sólidos”, destaca a nota.

A educação, saúde, desporto e juventude, turismo, cultura, economia, sustentabilidade ambiental, habitação e urbanização, agricultura, floresta e proteção civil são outras das prioridades do executivo municipal.

A Lusa tentou, sem sucesso, obter a justificação da abstenção do vereador Vítor Costa.

Já a vereadora Maria João Pires, que nas últimas eleições autárquicas integrou a lista do movimento independente Pensar Cerveira-Pence, mas em representação do PSD, justificou o mesmo sentido de voto, com o facto de “não ter sido tida nem achada” aquando da elaboração do documento.

Maria João Pires disse tratar-se do “orçamento da maioria PS” e adiantou não ter votado contra o documento por conter propostas com as quais concorda.

“Se nós fossemos poder, certamente faríamos diferente na maior parte das áreas. Iríamos mais longe. Não somos contra todas propostas, mas faríamos mais e melhor”, disse.





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