Fotografia: João Pedro Quesado

Censos 2021. Número de casas aumenta ligeiramente e arrendamento sobe 16%

O Instituto Nacional de Estatística nota que o aumento é “significativamente inferior ao verificado na década anterior”.

Agência Lusa
23 Nov 2022

Portugal registou “um ligeiro crescimento” dos alojamentos para habitação entre 2011 e 2021, mas a “ritmo bastante inferior” ao de décadas anteriores, reforçando-se o peso da primeira habitação e tendo o arrendamento aumentado 16%, segundo o INE.

De acordo com os Resultados Definitivos do VI Recenseamento Geral da Habitação – Censos 2021, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “o número de edifícios destinados à habitação é de 3.573.416 e o de alojamentos de 5.981.482, valores que, face a 2011, representam um aumento de 0,8% e 1,7%, respetivamente”.

O INE nota que “o crescimento do parque habitacional entre 2011 e 2021 é significativamente inferior ao verificado na década anterior, quando os valores se situavam na ordem dos 12% para edifícios e os 16% para alojamentos”.

Na última década reforçou-se também “ligeiramente o peso da primeira habitação em detrimento das residências secundárias”: Em 2021, 69,4% dos alojamentos são destinados à primeira habitação, mais 1,3 pontos percentuais em relação a 2011.

Já as residências secundárias perderam importância relativa em 0,8 pontos percentuais e a proporção de alojamentos vagos decresceu 0,4 pontos percentuais.

A nível regional, o INE destaca a Área Metropolitana de Lisboa como “a região com a maior percentagem de alojamentos de residência habitual (79,6%)”, enquanto “a região do Algarve, com 38,6%, destaca-se como a região com maior peso das residências secundárias”

No que respeita aos alojamentos vagos, a região do Alentejo regista a maior percentagem (16,5%), em oposição à região Norte do país, a qual tinha o menor peso relativo dos alojamentos vagos (10,3%).

Da análise do INE resulta ainda que o número de alojamentos arrendados aumentou 16% nos últimos 10 anos.

“Embora a grande maioria dos alojamentos de residência habitual seja ocupada pelo proprietário (70,0%), os alojamentos ocupados em regime de arrendamento viram a sua importância reforçada em 2,4 pontos percentuais face a 2011 e passaram a representar 22,3% do total alojamentos ocupados”, detalha o instituto estatístico.

Por NUTS II, o Centro apresenta a maior percentagem de alojamentos ocupados pelo proprietário (77,3%), a par da proporção de alojamentos arrendados mais baixa (15,8%).

Por sua vez, a Área Metropolitana de Lisboa “destaca-se por ser o território onde o regime de arrendamento tem maior expressão, com 29,2% dos alojamentos ocupados por arrendatários”.





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