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Tamila Holub aposta no programa “Jovens Líderes”

Lançado em 2016, o programa do Comité Olímpico Internacional originou já mais de 100 iniciativas, que alcançaram mais de 30 mil pessoas.

Agência Lusa
18 Nov 2022

A nadadora olímpica do SC Braga, Tamila Holub, procura integrar o programa de Jovens Líderes do Comité Olímpico Internacional, para implementar um projeto a quatro anos que quer usar o desporto para “tornar o mundo um bocadinho melhor”.

Lançado em 2016, o programa do Comité Olímpico Internacional originou já mais de 100 iniciativas, que alcançaram mais de 30 mil pessoas, assumindo a pretensão de “empoderar talentos que possam alavancar o poder do desporto em prol de uma mudança positiva nas suas comunidades”.

O programa, assente nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, surge numa parceria do COI com uma marca de tecnologia, para “proporcionar a atletas e profissionais do desporto a possibilidade de realizar projetos” que contribuam para aquelas 17 marcas que se querem alcançadas até 2030.

«No fundo, ajudar a tornar o mundo um bocadinho melhor, utilizar o desporto como ferramenta para ajudar os outros», explica Tamila Holub, em entrevista à Lusa.

Durante quatro semanas, cerca de 200 pessoas candidatam-se às 25 vagas finais, assistindo a palestras de alguns dos antigos Jovens Líderes, que são já cerca de 90, e preparando “uma ideia, um conceito”, que permita alocar fundo a um projeto consistente.

Tamila Holub é uma das candidatas e prossegue uma ‘missão dupla’ no desporto, entre o alto rendimento, já com duas participações em Jogos Olímpicos e de olho em mais uma em Paris2024, e o trabalho em prol da sociedade.

«Portugal está numa posição líder quanto à obesidade infantil. Parece que ninguém faz nada e isso não me cabe. Estou a tentar contribuir um pouco por aí, a tentar interessar os miúdos no desporto e nos Jogos Olímpicos», conta.

Sem querer avançar muito da ideia que candidata ao programa, certo é que estará inserida na forma como vê o desporto, para a nadadora nascida na Ucrânia “uma maneira de tornar o mundo melhor”.

«Se não fosse através do desporto, tentava de outra maneira. A minha mãe diz-me que eu tenho um defeito, que é tentar ajudar demasiado os outros. Se calhar, ela tem razão, de alguma maneira. Nos dias atuais, se calhar é mais defeito do que algo bom. [Mas] está errado, acho. Se sou atleta, tenho de tentar usar as ferramentas e influência que tenho para ajudar», afirma.





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