Fotografia: Avelino Lima/DM

Cuidadores da Arquidiocese de Braga motivados à conservação preventiva do património

O Arcebispo Metropolita de Braga elogiou a ação de formação dirigida a todos aqueles que cuidam do património.

José Carlos Ferreira
13 Nov 2022

O auditório Espaço Vita recebeu ontem cuidadores, párocos e zeladores da Arquidiocese de Braga, que foram motivados a praticar nas suas paróquias uma conservação preventiva do património.

A ação de formação, que decorreu durante toda a manhã foi promovida pela Arquidiocese de Braga, o Instituto de História e Arte Cristã, a Conferência de Episcopal Portuguesa e o Secretariado dos Bens da Igreja.

Na sessão de abertura, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais da Igreja e Comunicações Sociais, começou por dizer que nos últimos anos tem havido um despertar para as questões do patrmónio, na sua grande maioria nas maõs da Igreja, mas, salientou, ainda há muito a fazer. Segundo D. João Lavrador, a conservação deste património encontra muitas vezes restrições de cariz económico e até de recursos humanos. Por isso, o prelado sustentou que uma das soluções pode passar pelo voluntariado. «Mas, o nosso empenho é que se faça bem», disse, realçando o manual de boas práticas ontem divulgado na ação de formação. D. João Lavrador lembrou que o património é uma herança a ser preservada e utilizada. E, para este usufruto do património é preciso colocá-lo no esplendor que ele tem. O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais da Igreja e Comunicações Sociais  sublinhou que é necessário olhar para o futuro. E, conservar o património é construir esse futuro. «Os nossos vindouros, um dia, ou agradecem-nos, ou não nos agradecem. Depende do que a gente fizer», disse. Por fim, D. João Lavrador frisou o valor evengelizador do património. «A pessoa que está na vida pastoral, sejam sacerdotes, sejam as pessoas agregadas às áreas que zelam pelo património, não pode esquecer que, por trás e no interior do património, há algo que fala», disse.

O Arcebispo Metropolita de Braga elogiou, por sua vez, a ação de formação dirigida a todos aqueles que cuidam do património, considerando ser importante que iniciativas como esta aconteçam nas dioceses, «não substutindo aquilo que já é feito, mas nesta cooperação».

D. José Cordeiro, referindo as ideias deixadas por D. João Lavrador, recordou que Igreja existe para evangelizar. «Mas evangeliza com aquilo que é e com aquilo que tem. E o património que recebemos, tão rico e tão basto, é lugar de evangelização, é lugar da fé, da esperança, da caridade e, por isso tem de ser bem cuidado, bem protegido, bem preservado, porque é a forma melhor de evangelizarmos muitas pessoas a partir da beleza, da dignidade, da boa conservação». O prelado salientou que a Igreja não é um museu, mas sim do encontro com Deus, que é o belo, o verdadeiro.





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