Fotografia: AFB

Copa Gallaecia quer dar mais “visibilidade” ao futebol feminino

Competição destinada ao escalão de sub-14 feminino (futebol de sete) vai juntar, na capital minhota, as seleções distritais de Braga, Viana, Bragança, Vila Real, Porto e da Galiza (três equipas).

Pedro Vieira da Silva
13 Nov 2022

O Auditório da AF Braga foi palco, ontem, da apresentação da primeira edição – no feminino – da Copa Gallaecia, competição destinada ao escalão de sub-14 feminino, na vertente de futebol de sete, e que vai juntar, na capital minhota, de nove a 11 de dezembro, as seleções distritais de Braga, Viana, Bragança, Vila Real, Porto e da Galiza (três equipas).

O objetivo passa por dar mais visibilidade ao futebol feminino e, também, partilhar experiências e «trocar equipas de arbitragem», destacaram os promotores do evento.

Manuel Machado, presidente da AF Braga, que esteve acompanhado na mesa por José Alves Pinto, presidente da Mesa da AG, destacou que a prova agora reativada serve, basicamente, para «dar mais visibilidade» ao futebol feminino e, também, «cativar mais jovens para a prática» do desporto e, em particular, do futebol feminino (futebol e futsal).

«Será um momento extraordinário», destacou Manuel Machado, exibindo, de seguida, o troféu do quarto lugar – «Os do primeiro e segundo lugares eram pesados e não os consegui trazer», brincou –, que tem gravados os nomes de todas as associações participantes. «Está muito bonito», finalizou o presidente da AF Braga que celebra, este ano, 100 anos de vida.

«Impulsionar de vez o futebol feminino»

Alves Pinto agradeceu a «resiliência de todos» e, em particular, de Manuel Machado, em avançar com um torneio que é «especial» e serve para «valorizar o futebol feminino».

«Estamos com este projeto de coração aberto. O futebol feminino trará, certamente, mais sensibilidade e humanidade ao futebol. Que esta prova e outras sirva para impulsionar, de vez, o futebol feminino. E que este se coloque ao nível do masculino e, se possível, sem as vicissitudes que tem o masculino», juntou.

AF Porto sugere troca de equipas de arbitragem

José Ramos, presidente da AF Porto, que esteve acompanhado por dois responsáveis que coordenam o futebol feminino da associação portuense, vê o torneio com «muito entusiasmo», agradecendo a Manuel Machado por «dar um passo em frente» e avançar com um torneio que conta com a participação da Galiza que tem «100 mil atletas federados».

«Este número, aliado aos que temos nas diversas associações do Norte, permite que tenhamos uma espécie de contingente já interessante, permitindo que as experiências possam ser partilhadas. A AF Porto já conversou com a sua congénere da Galiza e quer partilhar conhecimentos, experiências e trocar equipas de arbitragem no masculino e no feminino. Queremos que as vivências e culturas se cruzem, permitindo, com isso, dar mais visibilidade aos novos árbitros porque, como todos sabem, é muito difícil recrutar árbitros e mantê-los, depois de cá estarem, na arbitragem», finalizou.





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