Fotografia: DM

Bienal de Arte de Vila Verde incentiva jovens a não desistir de sonhar

Júlia Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, defendeu que o talento tem que ser «valorizado e premiado», mais ainda em tempos de crise.

Jorge Oliveira
13 Nov 2022

A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde transmitiu ontem uma mensagens de esperança e encorajamento aos artistas em início de carreira, numa altura em que as dificuldades económicas se fazem sentir em muitas famílias por causa dos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia.   

«Nós sabemos que o mundo da arte não é fácil, mas é importante manter uma atitude de resiliência, não desistir, procurar sempre alcançar as metas e objetivos traçados para a concretização dos sonhos», disse a presidente da Câmara de Vila Verde.

Júlia Fernandes, que falava na abertura da exposição da XII Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde, defendeu que o talento tem que ser «valorizado e premiado», mais ainda em tempos de crise em que a arte funciona como um «refúgio» e «alimenta a alma».

«Depois de uma crise pandémica entramos numa guerra, sentimos o mundo instável, sentimos alguns problemas, mas não devemos deixar que a arte fique relegada para segundo plano, devemos valorizar a arte, porque é ela que nos ajuda a viver, nos ajuda a enfrentar muitas vezes os dias mais negros no mundo que nos rodeia», acrescentou.

A autarca apontou a bienal de Vila Verde como um «espaço «privilegiado» para a apresentação de obras de arte de jovens promissores, na medida em que é já uma «referência» a nível nacional e até internacional na arte jovem.

O evento, notou, tem vindo a crescer desde que foi lançado, em 1999, alcançado nesta XII edição um número recorde de participantes (120) e de obras de arte a concurso (194). E também em termos de qualidade, disse a autarca, esta bienal superou as anteriores.

«Isto é um bom sinal, é sinal de que apostamos na arte, é sinal de que as escolas estão a trabalhar e de que os jovens estão a ser criativos. Estamos a falar de uma bienal que privilegia o talento dos jovens e pretende também servir de rampa de lançamento de todo este desabrochar artístico dos nossos jovens», acrescentou.

Dos 194 trabalhos artísticos apresentados, por jovens portugueses e estrangeiros (de países como Espanha, Eslovénia, Polónia, Brasil e Angola), o júri selecionou 104 obras (fotografia, pintura, instalação, escultura e vídeo)  da autoria de 102 artistas.

Segundo o diretor artístico, o juri de premiação não teve tarefa «fácil» dada a qualidade dos trabalhos a concurso.

Luís Coquenão, que foi também um dos cinco jurados da Bienal, destacou o mérito destes jovens artistas e a importância de, através de eventos como estes, dar visibilidade aos seus trabalhos.

«Aqui têm ainda um incentivo extra, que são os prémios», lembrou.

Luís Coquenão lançou um convite às escolas para levarem os alunos a visitar a exposição da bienal que está patente até 16 de dezembro, no recém requalificado edifício da antiga escola primária de Vila Verde, onde no próximo ano ou em 2024 será instalado o Centro de Ciências Gastronómicas. Nessa altura, a bienal de arte será transferida para a Adega Cultural.

Além da abertura da exposição, foram entregues nesta sessão os prémios da XII edição da bienal. Recorde-se que o Grande Prémio (no valor de 1500 euros) foi atribuído, ex-aequo, às obras de Eva Maria Moreira Resende e de Laura Pinto da Mota.





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