Fotografia: Município de Braga

Rio diz que o que se passou no Hospital de Braga «deve ser um sintoma sobre o estado do SNS»

Ricardo Rio vincou que «na prática, se convidou as mães e os pais deste território a ir procurar outras unidades de saúde por incapacidade de resposta do hospital central da nossa cidade».

Carla Esteves
12 Nov 2022

O presidente da Câmara Municipal de Braga afirmou, ontem, que «aquilo que aconteceu em Braga, ao longo dos últimos meses, em termos de capacidade de resposta de uma das mais modernas unidades hospitalares do país, deve ser um sintoma de preocupação sobre o estado do SNS».

Durante a sua intervenção Ricardo Rio vincou que «na prática, se convidou as mães e os pais deste território a ir procurar outras unidades de saúde por incapacidade de resposta do hospital central da nossa cidade».

«E isso é testemunho de que algo não está bem, de que algo tem que ser corrigido, e é mais um dos muitos testemunhos que nós vamos vendo nesta área da saúde que a todos deve preocupar e mobilizar não apenas nos diagnósticos, mas também com respostas muito concretas para acorrer aos anseios e ansiedades das populações», sustentou o autarca.

Segundo Ricardo Rio «o Estado deve garantir é que ninguém é inibido de ter acesso aos cuidados de saúde, qualquer que seja o modelo de resposta que lhe é prestado, devendo o Estado ter a preocupação de não desperdiçar recursos».

Autarca acusa Estado de se financiar à custa das autarquias

Lembrando que o país atravessa um processo de descentralização em matéria de saúde, Ricardo Rio considerou que esta reforma é absolutamente  limitativa na forma como está a ser tratada, estando as Câmaras Municipais «preparadas para fazer muito mais do que aquilo que se está a propor».

«Pior do que isso está-se a a transferir estas responsabilidades, como sempre acontece, sem garantir que os recursos que são necessários para cumprir com essas mínimas responsabilidades que estão a ser transferidas, são os suficientes. E, mais uma vez, com o Estado central a financiar-se à custa das autarquias locais», afirmou.

A este propósito, o autarca avançou que Braga ainda não aceitou algumas das competências, precisamente por não serem acompanhadas do devido envelope financeiro.

Adiantou ainda que têm sido as autarquias a desenvolverem, por iniciativa própria e com  financiamento próprio, múltiplas respostas que servem as necessidades de saúde da população, dando como exemplo a parceria com a Universidade de Medicina, no âmbito do  programa P5 para disponibilizar de forma quase universal o acesso à medicina digital  a toda a nossa população.





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