Fotografia: DR

Vanessa Carvalho com histórico segundo lugar na Maratona do Porto

Atleta de Famalicão é a primeira portuguesa a atingir o pódio da prova desde 2017

Redaçao/Lusa
6 Nov 2022

A atleta do SC Braga, Vanessa Carvalho, conseguiu hoje o segundo lugar na maratona do Porto, tornando-se na primeira portuguesa a atingir o pódio desde 2017, enquanto que José Sousa (sexto) foi o melhor luso na prova masculina.

A corredora de Vila Nova de Famalicão completou o percurso de 42,195 quilómetros em 2:35.24 horas, ultrapassando em cerca de cinco minutos o seu antigo recorde pessoal (2:40.30 horas), atingido em Valência (2019).

Após a chegada à meta, Vanessa Carvalho mostrou-se emocionada com o segundo lugar e o estatuto de melhor atleta portuguesa na prova e fez questão de mencionar todos os que contribuíram para o seu sucesso na competição.

“É um misto de muitas emoções.[…] Eu vim cá com esta ambição e precisava de dar esta prenda a mim própria e a todos aqueles que me acompanham: a minha família, a minha treinadora, o meu grupo de treino, esta organização [da maratona], que sempre acreditou em mim… Portanto, isto era o mínimo que lhes podia dar e retribuir”, afirmou a atleta do Sporting de Braga, em declarações à Lusa.

Segundo a corredora, que ficou a 5.26 minutos da queniana Alice Kimutai, vencedora da maratona do Porto, os últimos quilómetros da corrida foram determinantes para o resultado obtido, apesar de representarem a fase em que começou “a acusar algum cansaço”.

“Fala-se na barreira dos 30, 35 [quilómetros]… É certo que aí já começamos a acusar algum cansaço. No entanto, nessa parte, foi quando me comecei a aproximar da segunda classificada [a queniana Lydia Mathathi, na altura] e, por outro lado, quando comecei a motivar-me e a tentar recuperar quilómetro a quilómetro, tanto que consegui o segundo lugar”, explicou.

Vanessa Carvalho enalteceu a organização da prova, que considera ser de “excelência a nível internacional”, e disse ter desfrutado da prova, apesar da “dificuldade acrescida” causada pelas condições atmosféricas, que exigiram mais “concentração e cuidado”.

“Esta organização é de excelência a nível internacional, em todos os pormenores. Desde o percurso, toda a envolvência, o público… A Runporto sempre acreditou em mim desde o início e eu tenho de lhes agradecer por isso. O resultado está à vista, com mais uma edição bem sucedida”, elogiou a atleta.

Queniano quebrou recorde da prova

No sector masculino o triunfo coube ao queniano James Mwangui que quebrou o recorde da prova, que pertencia desde o ano passado a Zablon Chumba. Mwangui chegou isolado com o tempo 02:08:47 e fixou assim um novo recorde da prova.

Na segunda posição ficou o etíope Abraraw Tegegne com o tempo 02:10:29 seguido pelo seu compatriota Haymanot Alew com o tempo 02:11:10.

Em relação à participação de atletas portugueses, José Sousa (CD S. Salvador do Campo) foi o português mais rápido em prova, chegando à meta às 02:18:34, na 6ª posição da classificação geral.

Vimaranense Dulce Félix venceu a prova de 10km

Para além da prova rainha, a EDP Maratona do Porto contou ainda com a prova com 10 km de distância, a APO Family Race Corrida dos Ossos Saudáveis. No setor masculino, o leonino Rui Teixeira foi o vencedor, percorrendo a distância em 00:31:01, seguido por Rui Pedro Silva (CD S. Salvador do Campo) com o tempo 00:31:19 e, na terceira posição Ricardo Pereira (ACD Jardim da Serra) com 00:31:32.

No setor feminino foi a atleta vimaranense, Dulce Felix (SL Benfica) que ficou no lugar mais alto do pódio com o tempo 00:34:46, seguida por Rafaela Fonseca (SC Salgueiros) com 00:35:13, e Maria Carvalho (ADRAP) a fechar na terceira posição com 00:36:31.

No setor masculino, o leonino Rui Teixeira foi o vencedor, percorrendo a distância em 00:31:01, seguido por Rui Pedro Silva (CD S. Salvador do Campo) com o tempo 00:31:19 e, na terceira posição Ricardo Pereira (ACD Jardim da Serra) com 00:31:32.

De acordo com a Runporto, as três provas reuniram quase 10.000 participantes, de 72 nacionalidades, dos quais sensivelmente 4.500 competiram na distância olímpica.





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