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CD Maximinense. «Os jogadores têm de mudar o chip»

Um ponto em seis jornadas faz com que o Maximinense ocupe o penúltimo lugar.

José Costa Lima
4 Nov 2022

O Maximinense operou uma mudança de treinador recentemente depois de uma crise de resultados em que precipitou a saída de Hélder Ferreira do comando da equipa sénior. O atual penúltimo classificado da Divisão de Honra (Série B) da AF Braga conta agora com Miguel Alexandre Costa que se estreia no próximo domingo, em Sequeira, ao serviço dos bracarenses.

«Aceitei este convite porque senti que havia uma grande vontade das pessoas do Maximinense em contar com esta equipa técnica», começou por dizer, reconhecendo que o “sim” dado aos responsáveis ainda levou algum tempo.

«Não foi fácil… Exigi determinadas condições a nível de logística que não estavam contempladas por força das circunstâncias e às quais as pessoas são alheias. No entanto, foi feito um esforço grande, acederam ao que eu pedi e depois foi fácil chegar a acordo», explica, antes de completar:

«Estamos a falar de um clube histórico da AF Braga, que tem três taças regionais e é, penso eu, o terceiro clube mais antigo da cidade. Além disso, tem condições excepcionais e quer muito voltar a ser o que era», detalhou.

A tarefa de Alexandre Costa a curto prazo passa por «pensar jogo a jogo», cliché que permite escapar à pergunta sobre as hipóteses de o Maximinense poder terminar a fase regular nos quatro primeiros lugares.

«Nunca se sabe, mas não vale a pena pensar nisso porque o mais importante é preparar a equipa para o jogo que aí vem, que é muito importante. Queremos é somar pontos rapidamente!», ressalvou, analisando os pontos fortes e débeis do grupo que lidera.

«Estamos a falar de um plantel jovem, com qualidade, que no primeiro treino deu para ver que se entrega com alma e paixão ao clube. Há qualidade, como já disse, mas penso que nos faz falta acrescentar experiência, vital para esta divisão. Às vezes temos de ser matreiros, estar a ganhar 1-0 nesta Divisão de Honra, por exemplo, exige um futebol pensado, exige que tenhamos cabeça, daí eu achar que nos faz falta acrescentar maturidade», justificou, apontando:

«Temos dois guarda-redes, ambos com qualidade, mas que ainda são juniores. Qualidade não nos faz falta, apenas precisamos de maturidade. Se conseguirmos isso num curto prazo seria muito bom para nós».

Penúltimo lugar 

Um ponto em seis jornadas faz com que o Maximinense ocupe o penúltimo lugar.

«Os jogadores têm de mudar o chip. Os moldes deste campeonato são ingratos e, por isso, temos de amealhar pontos nesta primeira fase do campeonato. O importante é somar pontos, mas para isso acontecer temos de ter cabeça, ser matreiros nos diversos momentos do jogo. Tenho a convicção plena de que este grupo tem todas as condições para alcançar os objetivos e que passam pela permanência na Divisão de Honra. A tarefa é difícil, mas não impossível», disse.





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