Fotografia: Município de Braga

Apoio ao arrendamento em Braga passa a abranger mais famílias

Município prevê gastar 1,2 milhões de euros no apoio ao arrendamento em 2023.

Redação
31 Out 2022

Foi alterado o Regulamento de Apoio à Habitação de Braga. O município aumentou o limiar de elegibilidade de acesso ao apoio ao arrendamento em quase 450 euros por agregado familiar.

A alteração, publicada sexta-feira em Diário da República, faz com que o limiar de elegibilidade para acesso ao Regime de Apoio Directo ao Arrendamento (RADA) passe de três Indexantes dos Apoios Sociais (IAS) – o equivalente a 1329,60€ – para quatro IAS – 1772,80€ – por agregado familiar.

De acordo com o município, a alteração permite “de imediato” abranger mais famílias e aumentar o valor dos apoios concedidos para o subsídio ao arrendamento. A candidatura pode ser feita em qualquer altura do ano através do Balcão Digital do site da BragaHabit, que também conta com um simulador onde os cidadãos poderão obter um resultado indicativo do seu pedido de apoio, tendo mais capacidade para fazer escolhas conscientes e informadas e gerir o seu orçamento familiar.

Em menos de um ano – e face à dupla revisão do Regulamento de Apoio à Habitação do Município de Braga que se verificou em 2022 – registou-se um aumento em 117% do limite máximo de rendimento mensal líquido de candidatura ao RADA, que passou de oito Unidades de Conta (816 €) para os referidos quatro IAS.

A Câmara Municipal de Braga prevê que o valor gasto com este apoio duplique ao longo do mandato, com um crescimento de 200 mil euros por ano, até atingir os 1,6 milhões de euros em 2025. No orçamento de 2023 está previsto o valor de 1,2 milhões de euros.

A BragaHabit apoia atualmente cerca de 700 famílias com um subsídio médio na ordem dos 100€. Na mesma data do ano passado, apoiava cerca de 600 famílias com um valor médio na ordem dos 78€.

Desde a revisão efectuada em Maio de 2022, o RADA é atribuído por um período máximo de dez anos, não se registando deduções no apoio ao longo do tempo para famílias que vivam unicamente de reformas, tenham elementos no agregado que apresentem incapacidade igual ou superior a 60% e famílias monoparentais em situação de vulnerabilidade económico-financeira.





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