Fotografia: DM

Confraria quer reforçar imagem do Elevador como museu vivo e objeto de investigação

Apresentação do livro de José Carlos Peixoto sobre o funicular marcou encerramento das comemorações dos 140 anos.

Carla Esteves
29 Out 2022

A Confraria do Bom Jesus do Monte quer reforçar a imagem do Elevador como museu vivo e como motivo de estudo e de investigação. A ideia foi, ontem, defendida pelo presidente da Confraria, cónego Mário Martins, durante a apresentação do livro “O Funicular do Bom Jesus, uma Viagem no Sacro Monte”, da autoria do investigador José Carlos Peixoto, evento que encerrou oficialmente as comemorações dos 140 anos do Elevador.

No decorrer da sua intervenção, o presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte afirmou que é objetivo da Confraria «continuar a convidar as comunidades escolares, motivando os alunos para a valorização de um meio de transporte histórico e sustentável».

Considerando que «nada melhor do que encerrar estas magníficas comemorações com a apresentação de um livro dedicado ao elevador e ao seu fundador, Manuel Joaquim Gomes», o cónego Mário Martins elogiou a obra de José Carlos Peixoto, considerando-a como «uma obra de qualidade, com elementos inéditos, que vale a pena conhecer,  e que enaltece o funicular e o seu fundador».

Reforçou ainda que  o objetivo da Confraria é aprofundar a ligação com os visitantes em torno do conhecimento, salvaguarda e valorização deste bem inestimável.

«Esperamos, em breve, concretizar o projeto “Bom Jesus Requalificar III, melhorando a experiência de quem visita o elevador e o Bom Jesus», afirmou, aproveitando para lançar um novo desafio a José Carlos Peixoto para que faça uma nova edição do livro “Bom Jesus do Monte”, considerando-a  como «a obra mais completa sobre o Bom Jesus e que agora precisa de ser atualizada com a inscrição do Santuário na lista do Património Mundial».

A apresentação da obra “O Funicular do Bom Jesus, uma Viagem no Sacro Monte” esteve, ontem, a cargo do historiador Paulo Oliveira, que descreveu os cinco capítulos do livro, enaltecendo a forma como esta obra não apenas descreve o Elevador, mas também nos revela um conhecimento aprofundado sobre a visão, vida e obra de Manuel Joaquim Gomes, grande fundador do funicular. 

Paulo Oliveira considerou a obra de José Carlos Peixoto como um retrato social fiel da época e da sociedade bracarense, que incluiu a dinamização do comércio, festas e romarias, a construçãod e novas vias e a agilização dos meios de transporte. 

«O trabalho de José Carlos Peixoto deve ser lido com atenção pois não fala apenas do funicular, trata com rigor uma contextualização histórica, um homem que estabelece os alicerces para que hoje o Bom Jesus seja Património Mundial da Humanidade», concluiu.

Finalmente, o autor, José Carlos Peixoto, vincou que a sua grande preocupação não foi escrever sobre o funcionamento mecânico do funicular, mas antes sobre todo o contexto que envolve o seu nascimento, reconhecendo sobretudo o homem e a vida e obra de Manuel Joaquim Gomes.

José Carlos Peixoto concluiu, apontando o ascensor como «mais do que um transporte», antes «um hino à Ciência e à tecnologia» e considerou que  lhe devemos “Memória e História».

Cerca de 300 mil pessoas viajaram no elevador até ao mês de setembro

O presidente da Confraria do Bom Jesus destacou, ontem, a importância do programa de atividades que permitiu que os bracarenses, em especial a comunidade escolar, aprofundassem o seu conhecimento sobre a história e o funcionamento do Elevador do Bom jesus.

Durante a apresentação, o cónego Mário Martins revelou números impressionantes que foi possível alcançar ao longo do período oficial de comemorações, começando pela visita ao funicular de mais de 400 estudantes dos diferentes ciclos, e pela realização de dez visitas guiadas ao elevador e à exposição “Estância Elevada”.

Foram também realizadas duas conferências subordinadas ao elevador e concretizado um concurso de fotografia que contou com 52 participantes.

Um dos mais importantes feitos prende-se com a exposição “Estância Elevada”, que esteve aberta 217 dias e recebeu mais de 30 mil visitantes, salientando-se que, até ao mês de setembro, viajaram no Elevador cerca de 300 mil pessoas.

A Confraria do Bom Jesus do Monte, destaca ainda enquanto objetivos concretizados deste programa, o facto de ter sido possível estabelecer protocolos e parcerias com várias instituições, incluindo a Câmara Municipal de Braga, a Ordem dos Engenheiros, o Museu Bordalo Pinheiro, entre outras.

Finalmente a apresentação da obra “O Funicular do Bom Jesus, uma Viagem no Sacro Monte”, que encerrou as comemorações e permitiu um conhecimento mais aprofundado sobre o Elevador, contribuindo para que, as comemorações tenham sido consideradas um sucesso. 





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