Fotografia: CM Guimarães

Município de Guimarães lança projeto para baixar emissões de carbono no desporto

Chama-se “Desporto Carbono Zero” e a Câmara Municipal quer implementa-lo já em 2023.

Redação/Lusa
28 Out 2022

Chama-se “Desporto Carbono Zero” e é o novo programa da Câmara Municipal de Guimarães para reduzir as emissões de dióxido de carbono na atividade desportiva. O projeto tem um financiamento de cerca de 200 mil euros e prevê a elaboração de um «plano de sustentabilidade adaptado à realidade de cada clube».

O programa “Desporto Carbono Zero” resulta de uma «análise ao papel do desporto na comunidade», adianta o vereador municipal com o pelouro do Desporto, Nélson Felgueiras. «Queremos que o desporto contribua para a causa da sustentabilidade ambiental, pela responsabilidade social que tem, pela implantação no território e pela capacidade de inspirar novos comportamentos. O programa vai tratar de coisas como o horário dos treinos, a forma como as águas são aquecidas ou a iluminação é feita», explica.

Depois de o Xico Andebol, clube de andebol com a equipa sénior na II Divisão, ter adotado um «plano de sustentabilidade» para reduzir o impacte ambiental da sua atividade, a Câmara quer entregar a cada clube do concelho um plano «adaptado à sua realidade», em articulação com o Laboratório da Paisagem, instituição de Guimarães que se dedica à investigação e à educação ambiental. «Vamos disponibilizar um desenho elaborado pelos técnicos do Laboratório da Paisagem, que depois irão a cada clube para definirem um programa de sustentabilidade. Vai tratar de coisas como o horário dos treinos, a forma como as águas são aquecidas, a forma como a iluminação é feita, a forma como os transportes são feitos. E também olhar para os equipamentos e infraestruturas», frisa Nélson Felgueiras.

Responsável por distribuir, este ano, cerca de 3,5 milhões de euros por mais de 50 clubes em apoios desportivos, a Câmara de Guimarães quer implementar o projeto em 2023, disponibilizando ainda um software de gestão para cada instituição «monitorizar a sua evolução». «Vai permitir aos clubes saberem os pontos em que devem melhorar. A análise desses dados será também objeto de estudo pelo Laboratório da Paisagem e pela Câmara Municipal», perspetiva o vereador.

A «formação e consciencialização ambiental» junto de dirigentes, treinadores, atletas e familiares de atletas é outro dos eixos de um programa com «candidatura a uma linha de financiamento da Comissão Europeia» e com outro processo em curso para obter o reconhecimento de «boa prática a nível internacional», acrescenta. O financiamento à redução do impacte ambiental pode também advir do programa anual de subsídios ao desporto, caso os clubes apresentem projetos para a adoção de «mecanismos mais eficientes» para o abastecimento de água ou para iluminação. «A intenção é o cruzamento entre o apoio aos clubes e o cumprimento deste plano. Sentimos também que este é um apoio quanto à sustentabilidade financeira dos clubes. Se a fatura no final do mês for mais baixa em virtude desta transformação energética, damos também contributo para a sustentabilidade ambiental», conclui.





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