Fotografia: PSD Alto Minho

PSD de Caminha «duvida» de contrato e vota contra centro de exposições

O partido acredita que a notícia avançada esta manhã vai «ao encontro» das «dúvidas» do partido em relação ao contrato.

Redação/Lusa
26 Out 2022

O PSD de Caminha avança ter votado contra o contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais, aprovado em 2020, para a construção do Centro de Exposições Transfronteiriço (CET), por considerar que «devia ser analisado profundamente». «Nós já tínhamos alertado para esta situação que devia ser analisada profundamente, porque se estava, eventualmente, a fugir a um visto do Tribunal de Contas. Não estávamos a entender e, portanto, já na altura votámos contra esta proposta», afirma Liliana Silva.

Contactada pela Lusa a propósito da notícia avançada pelo Público, relacionada com um alegado «adiantamento duvidoso» de 300 mil euros para aquele projeto, feito por Miguel Alves, agora secretário de Estado, quando liderava a Câmara Municipal de Caminha, a líder da bancada do PSD no mandato anterior, composta por três elementos, disse ser «curioso» ver que a notícia «vem ao encontro de tudo» o que os social-democratas defenderam na altura e das «dúvidas» que o partido levantou sobre o assunto.

O contrato-promessa de arrendamento para fins não habitacionais foi aprovado em 2020, pela maioria socialista na Câmara de Caminha, então presidida por Miguel Alves e, por maioria, na Assembleia Municipal com vista à construção do CET. Na altura, os três vereadores do PSD que integravam a autarquia, rejeitaram aquele contrato por «não defender os interesses de Caminha e visar a fuga ao visto do Tribunal de Contas». «Este contrato promessa de arrendamento está a ser feito para beneficiar um privado em concreto. Não nos parece de todo razoável tanta pressa, em cima do joelho e sem qualquer estudo de viabilidade económica, para fazer um contrato promessa de arrendamento que irá hipotecar por longos anos o concelho de Caminha», defendeu.

Liliana Silva, que no atual mandato integra a coligação O Concelho em Primeiro (PSD/CDS-PP/Aliança/PPM) salienta ainda que «a única coisa» que o partido pediu na altura «é que se averiguasse esta situação». «Nós pedimos às entidades que nos são mais próximas. Aliás, o próprio Tribunal de Contas poderá estar também a analisar este processo», explica.

O atual presidente da autarquia de Caminha, Rui Lages, rejeita qualquer «dúvida ou ilegalidade» no contrato-promessa de arrendamento. Garante ainda que o CET é «estratégico» para o concelho, «porque vai criar emprego e vai criar, acima de tudo, uma sinergia que não existe por ter associada ao CET a construção de um Centro de Ciência e Tecnologia».





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