Fotografia: Avelino Lima/DM

“Braga em Risco” conquista ilustradores internacionais

Evento decorre de 5 a 18 de novembro, em vários pontos da cidade, e inclui espetáculos musicais, através do festival “Indiegesto”.

Francisco de Assis
25 Out 2022

O Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu ontem a apresentação da VI edição do “Braga em Risco” – encontro de ilustração, que vai decorrer de 5 a 18 de novembro. Este ano, o Braga em Risco surge com muitas novidades, sobretudo no reforço da dimensão cultural, com música e literatura, mas também pela conquista de mais espaços e atividades na cidade de Braga e de ilustradores internacionais, alguns deles premiados.

Na sessão estiveram o presidente da Câmara Municipal de Braga, que tem também a pasta da Cultura, Ricardo Rio; Pedro Seromenho, curador do evento e a «alma mater» do Braga em Risco, como  o classificou o autarca de Braga; e Marta Moreira, diretora artística da “Plataforma do Pandemónio”, que vai promover e organizar o “Indiegesto”, espetáculos de música “Indie”, que vão decorrer no Salão Medieval da Universidade do Minho, nos dias 11 e 12 de novembro, no âmbito do Braga em Risco. 

Depois de um pequeno vídeo promocional, Ricardo Rio falou do evento, que vai ganhando escala a nível regional, do país e internacional; e salientou o reforço da dimensão literária, com livros ilustrados por bracarenses e não só, onde também sobressai a etiqueta dos centenários. Afinal, a “escritora de viagem”, a bracarense Maria Ondina Braga; o Prémio Nobel José Saramago e Agustina Bessa Luis, vão merecer o olhar dos ilustradores. 

Na sua intervenção, Ricardo Rio frisou que o Braga em Risco  já um evento de referência que se «entranhou na dinâmica cultural, educativa e social da Cidade. Ao longo das últimas edições, o Braga em Risco conquistou novos públicos e ganhou qualidade devido à aposta reforçada que o Município de Braga tem realizado. Por isso, já não é apenas uma iniciativa local, tem conquistado o seu espaço a nível nacional e internacional, graças às inúmeras parcerias que temos vindo a realizar», disse agradecendo de forma especial os novos parceiros do Braga em Risco, nomeadamente a a Universidade do Minho e do IPCA, que vão estar diretamente envolvidos no evento, ainda que cada um à sua maneira.

O presidente da Câmara de Braga fez saber que esta edição tem um custo de 80 mil euros, um orçamente ligeiramente superior ao do ano passado.

Quanto ao mentor do Braga em Risco, Pedro Seromenho, voltou a falar do evento com paixão, salientando a dimensão artística e cultural, mas também a dimensão humana e agregadora de famílias, de instituições e até de povos.

A mais internacional das edições 

E deu o exemplo de uma artista russa, Nastya Varlamova, que, por causa do conflito na Ucrância e devido à sua nacionalidade, tem tido dificuldade em encontrar trabalho em Portugal.

«Encontrou em Portugal e no Braga em risco, a forma de expressar a liberdade que lhe falta no seu país. é a mais internacional de sempre e contará com a participação de artistas de diversos países.

Para além da russa, destaque para as presenças da  polaca Joanna Concejo; a francesa Nathalie Minne; a espanhola Marina Gibert; e o brasileiro Alexandre Rampazo.

Pedro Seromenho, falou com felicidade, do facto do Braga em risco já ter “filhas” e destacou a artista Bárbara Rocha, autora do cartaz que ilustra esta edição.

Depois da ligação com o Eixo Atlântico, o Braga em Risco 2022 volta a mostrar proximidade à Galiza, com “De Braga a Corunha em Risco”.

Tanto Pedro Seromenho como Ricardo Rio salientaram a importância do envolvimento dos Agrupamentos de Escolas, garantindo nesta edição mais de dois mil alunos.

Os Mercados de Arte, onde está a Praça, assim como o Mini-Mercado de Arte, dirigido especificamente às crianças  são prova do empenho no envolvolvimento de todos no Braga em Risco, que vai lançando sementes, capazes de lançar diálogo intercultural.

Quanto a Marta Moreira, mostrou-se agradada pelo convite para integrar o festival Indiegesto, no Braga em Risco. Garante  que o festival integra nomes consolidados .

E sublinhou a estreia do novo conceito de trazido por Luca Argel, cabeça de cartaz do festival.

«Todos os motivos são bons para não falhar este Indiegesto», afirmou, recordando que os espetáculos são gratuitos.





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