Fotografia: CM Caminha

Câmara de Caminha espera repor segurança na marginal de Lanhelas até ao fim do ano

Rui Lages sublinha, no entanto, que os trabalhos estão dependentes das condições climatéricas.

Redação/Lusa
24 Out 2022

O presidente da Câmara Municipal de Caminha, Rui Lages, manifestou esta segunda-feira a expectativa de até ao final do ano concluir a empreitada de consolidação da segurança na marginal de Lanhelas. No entanto, o autarca admite que os trabalhos estão dependentes das condições climatéricas.

«Gostaríamos de ter a empreitada pronta até final do ano, mas vai depender muito das condições climatéricas. Se continuar o mau tempo das últimas semanas não vai ser muito fácil, devido à subida do nível das águas do rio Minho», afirma Rui Lages, referindo-se à consolidação do paredão e do passadiço flutuante existente na freguesia de Lanhelas, no concelho de Caminha. À Lusa, o autarca socialista explica que a intervenção, orçada em 153 mil euros, resulta de uma notificação feita pela capitania de Caminha, há cerca de um ano, que alertou para «o estado de degradação do muro de contenção da marginal e de uma plataforma flutuante de acesso ao rio Minho, que careciam de uma intervenção».

A degradação das infraestruturas foi detetada pela capitania local, «numa operação normal de fiscalização, tendo constatado que as pedras de suporte e de contenção não estariam bem interligadas, o que poderia colocar em risco o talude de contenção». Esta degradação, explica o presidente da Câmara, «é fruto da ação do rio, ao longo dos anos».

Rui Lages adianta que, após o alerta, foram iniciados «os procedimentos normais» para a resolução da situação, como «o caderno de encargos, pedido de orçamentos para a intervenção», bem como contactos com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para o financiamento da obra. «Há duas semanas a APA garantiu uma verba de 100 mil euros, sendo que o município suportará o montante restante, cerca de 44 998 euros», destaca. O investimento total, já com IVA, «é superior aos 153 mil euros».

O procedimento concursal para a intervenção já está em curso, dada a «importância» da intervenção e para «tranquilizar a Junta de Freguesia de Lanhelas e a população». «Através desta obra, a segurança do paredão e do passadiço flutuante, mas também as condições de fruição e lazer, daquela zona vão ser restabelecidas», destaca a nota do município.

A «colaboração com a APA será formalizada através de um protocolo de colaboração técnica e financeira para reabilitação do paredão e passadiço flutuante na margem do rio Minho, em Lanhelas, já aprovado pelo executivo municipal de Caminha». No documento, é destacado que a «proximidade entre os níveis de decisão e de ação favorece um quadro de entendimento local que permite garantir a integração intersetorial, a compatibilização de interesses e conferir uma responsabilidade partilhada para a consecução de objetivos ambientais, segundo princípios de eficácia e eficiência económica, com a tomada de decisões atempadas e eficientes no âmbito da execução material dos projetos».

A intervenção que será desenvolvida no paredão e ancoradouro de Lanhelas, última freguesia do concelho de Caminha antes do início do município de Vila Nova de Cerveira, prevê «a remoção de todo o material existente na zona do paredão desmoronado e transporte dos produtos sobrantes e não reutilizáveis a vazadouro». Posteriormente, acrescenta, vai ser executado «um novo paredão com características idênticas ao anterior, numa extensão aproximada de 80 metros de comprimento e altura média de cerca de três metros». Após a consolidação do paredão, «será feita a reconstrução do acesso pedonal, permitindo a circulação de pessoas e o usufruto da zona».





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